Diretor do FMI afirma que leva a sério ameaça de guerra cambial

       WASHINGTON -  O diretor geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, afirmou que leva a sério a ameaça de uma guerra cambial e prometeu apresentar propostas para evitar a mesma, em uma entrevista ao jornal francês Le Monde. "Levo muito a sério a ameaça de uma guerra de divisas, inclusive dissimulada", declarou antes do início, nesta quinta-feira em Washington, da reunião anual do FMI. "É preciso evitar, o FMI apresentará propostas neste sentido", completou Strauss-Kahn.

Segundo o diretor geral, a recuperação da economia mundial pode fazer ressurgir "a tentação de soluções nacionais", sobretudo no que diz respeito ao câmbio. "Já vimos a intervenção japonesa para fazer o iene baixar, as alertas brasileiros com a valorização do real", destacou.

O perigo de uma guerra cambial foi muito citado nos últimos dias. Os países mais ricos do mundo acusam vários emergentes, principalmente a China, de não permitir a valorização de suas moedas para favorecer as exportações.