Wall Street limita ganhos dos Ibovespa

SÃO PAULO, 4 de outubro de 2010 - Embora o Índice Bovespa tenha terminado em terreno positivo, os avanços foram limitados por conta da realização de lucros nas bolsas de valores norte-americanas. As ações da Petrobras e do setor de energia elétrica ajudaram no dia de ganhos. No fim da sessão, o índice acionário subiu 0,22%, aos 70.384 pontos. O giro financeiro da bolsa ficou em R$ 5,860 bilhões.

O desempenho dos papéis do setor elétrico foi o destaque do pregão. As ações da Copel (PNB) terminaram entre as maiores oscilações positivas do Ibovespa, com alta de 4,41%. Segundo Silvio Campos Neto, economista do Banco Schahin, o movimento é reflexo de uma reação eleitoral, "já que as empresas estaduais ficarão na mão do PSDB, que é um governo que vai tentar interferir menos no segmento", disse.

Já os papéis da Petrobras (PN) caminharam na mesma direção das cotações do petróleo no mercado internacional, marcando desvalorização de 0,43%. O preço do barril de petróleo do tipo WTI, com vencimento em novembro, caiu 0,08% para US$ 81,51 na Bolsa de Mercadorias de Nova York (NYMEX, sigla em inglês).

Para Campos Neto, o comportamento de hoje do Ibovespa refletiu o peso do mercado acionário norte-americano, que recuou em função de notícias negativas. Dentre elas vale ressaltar que os analistas do Goldman Sachs rebaixaram as ações da Microsoft para "neutras", destacando que a empresa se esforça para conquistar participação de mercado em aparelhos celulares.

Nos Estados Unidos, nem mesmo o dado sobre a venda de imóveis usados acima das expectativas dos analistas fez com que os investidores deixassem a cautela de lado. As vendas de imóveis usados no país cresceram 4,3% em agosto de 2010, com ajustes sazonais. Já na comparação com agosto de 2009, o índice teve retração de 20,1%. No entanto, o resultado anterior foi revisado da alta de 5,2%, para 4,5%.

Ainda por lá, o indicador que mede os novos pedidos à indústria registrou decréscimo de 0,5% em agosto deste ano, contra avanço de 0,5% apurado um mês antes. O dado veio levemente pior do que o esperado pelo mercado, que previa queda de 0,4%.

(Déborah Costa - Agência IN)