São Paulo tem 2ª posição de maior custo da cesta básica

SÃO PAULO, 4 de outubro de 2010 - A capital paulista permanece na segunda posição de maior custo da cesta de alimentação entre as 17 capitais, onde o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese)- realiza a Pesquisa Nacional da Cesta Básica.

Segundo o levantamento, foi registrado aumento no mês de setembro de 2,30% e alta de 5,65% de janeiro a setembro deste ano. No período de 12 meses, a alta foi de 4,87%.

No mês de setembro, em comparação com agosto, foi apurado encarecimento em oito produtos da cesta, contra cinco que recuaram de preço. Os maiores aumentos de preço foram anotados na carne (5,70%), seguida pelo óleo de soja (5,33%), tomate 3,86%), pão (3,49%), farinha de trigo (2,25%), banana (1,84%), café (1,31%) e açúcar (0,55%).

As reduções foram observadas nos preços da batata (-8,70%), no feijão (-3,98%), manteiga (-1,18%), arroz (-0,98%) e leite (-0,43%).

Predominaram também os produtos com alta nos preços na comparação com setembro de 2009. O feijão subiu 38,12%, a carne 15,92%, o açúcar 10,18%, o pão 7,58%, a banana 6,76%, o óleo de soja (5,80%) e o arroz (5,21%), num total de seis produtos.

Considerando o mesmo período baratearam o tomate (-21,68%), a batata (-17,65%), o leite (-5,24%), a farinha de trigo (-3,87%), o café (-3,43%) e a manteiga (-2,79%).

O trabalhador paulistano remunerado pelo salário mínimo comprometeu 104 horas de sua jornada para a aquisição dos alimentos básicos, maior que a de agosto, quando ficou em 101 horas e 39 minutos; entretanto, menor que a de setembro do ano passado, quando era de 108 horas e 46 minutos.

A comparação entre o custo da cesta e o salário mínimo líquido, ou seja, após os descontos da Previdência Social, resulta em um comportamento semelhante. Em setembro, o custo da cesta alimentar representou 51,38% do salário mínimo líquido; em agosto era de 50,22% e, em setembro do ano passado, representava 53,74% do salário mínimo líquido.

(MLC - Agência IN)