Produtores se preocupam com a sustentabilidade da carne

SÃO PAULO, 4 de outubro de 2010 - A produção sustentável de carne, que gere menos danos ao meio ambiente, terá uma cobrança cada vez maior dos consumidores, tanto no mercado externo quanto no ambiente doméstico dos principais países produtores. Este foi o tema central das discussões que marcaram o XVIII Congresso Mundial da Carne, realizado na semana passada em Buenos Aires, na Argentina, segundo informou a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Neste cenário, o presidente do Fórum Nacional Permanente de Pecuária de Corte da CNA, Antenor Nogueira, avalia que o Brasil, segundo produtor e principal exportador mundial, terá plenas condições de assumir papel protagonista para suprir a demanda nos próximos anos. Segundo ele, o País já vem atendendo a esta exigência sem desmatar novas áreas e adotando práticas como a integração lavoura-pecuária e o manejo de pastagens, que contribuíram para redução da emissão de gases poluentes pelo rebanho bovino, nos últimos anos.

"Enquanto há países que reduziram sua produção ou que não dispõem de mais áreas, nós temos capacidade de aumentar nossa produção sem derrubar uma árvore sequer. Prova disso é que o desmatamento e a emissão de gases nocivos ao meio ambiente vêm caindo, enquanto a produção de carne cresceu nos últimos anos. Tudo está baseado em argumentos científicos e não em informações de ONGs ambientalistas", justifica Nogueira, que esteve no evento. Desta forma, reforça, o País consegue responder a demanda internacional, pois é o principal exportador mundial, e suprir o mercado interno, que consome mais de 80% da produção de carne. Antenor Nogueira ressalta, no entanto, que além de continuar produzindo de forma sustentável, o país precisa resolver questões sanitárias, como a erradicação da febre aftosa. "Há estados importante do Norte e do Nordeste que precisam ser incluídos neste cenário de exportação para responder ao aquecimento da demanda", enfatiza.

(Redação - Agência IN)