Serviço bancário por telefone começa a ser afetado com a greve, diz sindicato

       SÃO PAULO - A greve dos bancários continua nesta sexta-feira, agora com foco nos centros administrativos dos bancos para evitar prejudicar aposentados, segundo informou a assessoria do Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo nesta sexta-feira. Entre os profissionais que aderiram à paralisação estão atendentes das centrais de atendimento por telefone.

O sindicato faz hoje uma assembleia da categoria a partir das 16h na rua Tabatinguera, 194, no centro de São Paulo, para deliberar os próximos passos. Por falta de contraproposta patronal, a assembleia deve votar pela manutenção da greve, informou a assessoria do sindicato.  Até o momento não há nenhuma reunião para negociação agendada entre sindicato e patrões.

Os funcionários de instituições financeiras rejeitaram a proposta que dava reposição da inflação dos últimos 12 meses, de 4,29%, sem aumento real de salários.

O Comando Nacional dos Bancários considerou a oferta dos banqueiros insuficiente e tinha dado prazo até a segunda-feira para que a Federação Brasileira dos Bancos (Fenaban) apresentasse uma nova proposta para análise da assembleia, o que não aconteceu.

Para a Fenaban, a reposição de 4,29%, era uma primeira proposta na busca do porcentual final que corrigiria, com aumento real, salários, pisos, benefícios e participação nos lucros. De acordo com a entidade, os reajustes acertados neste ano seriam aplicados sobre uma convenção coletiva considerada a melhor do País, que assegura uma série de ganhos em termos de remuneração e benefícios, com média salarial de R$ 4.111.