Indicadores econômicos centram atenções nesta sexta

SÃO PAULO, 1 de outubro de 2010 - O dia foi de instabilidade nos principais mercados acionários mundiais, no entanto, prevalecendo a ponta compradora. Os investidores digeriram indicadores econômicos positivos da China e Estados Unidos.

Pela manhã, as bolsas já abriram em alta diante de um dado da economia chinesa acima das expectativas dos analistas. O Índice Gerente de Compras (PMI, na sigla em inglês) da atividade industrial do país avançou para 53,8 pontos em setembro deste ano.

E nos Estados Unidos o dia também foi de indicadores positivos e com isso a cautela foi deixada de lado. Dentre os números, a confiança do consumidor subiu para 68,2 pontos no mês passado, contra leitura de 66,6 pontos em agosto. Diante disso, os índices acionários terminaram no azul. Ao final dos negócios, em Nova York, o índice Dow Jones Industrial Average avançou 0,39%, aos 10.829 pontos. O S&P 500 subiu 0,44%, aos 1.146 pontos. E na bolsa eletrônica, o índice composto Nasdaq teve valorização de 0,09%, aos 2.370 pontos.

Na Europa, por sua vez, as bolsas de valores finalizaram sem direção definida. O índice FTSE-100, de Londres, subiu 0,59%, aos 5.581 pontos, o CAC-40, de Paris, recuou 0,62%, aos 3.692 pontos. O DAX, de Frankfurt, teve desvalorização de 0,41% aos 6.203 pontos. Apesar dos bons dados, segundo analistas, os temores quanto a situação fiscal de países europeus ainda pairam no ar.

Na Argentina, o Índice Merval, da bolsa de valores de Buenos Aires, registrou incremento de 0,34%, aos 2.652 pontos.

No Brasil, diante do indicador chinês, as commodities se valorizaram no mercado internacional, favorecendo o comportamento do Ibovespa, já que as empresas de maior peso no índice são têm atividades ligadas aos insumos. O índice acionário conseguiu superar a barreira psicológica dos 70 mil pontos influenciado também pela melhora das bolsas norte-americanas. O principal índice acionário da BM&FBovespa finalizou o pregão desta sexta-feira em alta de 1,15%, aos 70.229 pontos. O giro financeiro da bolsa totalizou R$ 7,559 bilhões.

Na renda fixa, a curva de juros futuros se ajustou para baixo. O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2012 projetou taxa anual de 11,43%. No câmbio, o dólar comercial caiu e acabou vendido a R$ 1,679.

Por fim nas commodities, os preços do petróleo avançaram no mercado internacional, com os agentes repercutindo os indicadores das economias chinesa e norte-americana. A cotação do barril de petróleo do tipo WTI, com vencimento em novembro, subiu 2% para US$ 81,58 na Bolsa de Mercadorias de Nova York (NYMEX, sigla em inglês). E o barril do tipo Brent, com vencimento também em novembro, cresceu 1,7% cotado a US$ 83,75 no ICE Exchange de Londres.

(Redação - Agência IN)