Bolsas dos EUA fecham em alta com indicadores positivos

SÃO PAULO, 1 de outubro de 2010 - Os principais índices acionários de Wall Street encerraram a sexta-feira em alta, motivados por indicadores positivos. Durante a sessão, as bolsas chegaram a operar instáveis, mas o apetite ao risco prevaleceu.

Ao final dos negócios, em Nova York, o índice Dow Jones Industrial Average avançou 0,39%, aos 10.829 pontos. O S&P 500 subiu 0,44%, aos 1.146 pontos. E na bolsa eletrônica, o índice composto Nasdaq teve valorização de 0,09%, aos 2.370 pontos.

Em um dia cheio de dados importantes, os investidores observaram com atenção as notícias da agenda econômica. O destaque ficou por conta dos gastos dos consumidores norte-americanos que tiveram acréscimo de 0,4% em agosto deste ano, ante o mês anterior. O dado veio melhor do que o esperado pelo mercado, que previa alta de 0,3%.

Por sua vez, a renda dos norte-americanos também avançou, apontando alta de 0,5% no período, também acima do esperado pelo mercado.

Para Miguel Daoud, diretor da Global Financial Advisor, o indicador levou ânimo aos investidores. "Hoje a grande preocupação com a economia norte-americana se dá com o consumo. Como na crise houve uma forte retração, qualquer informação que mostra avanço nos níveis de gastos traz efeito positivo", explicou.

Além disso, os gastos com construção civil no país avançaram 0,4% em agosto deste ano. Em julho, o indicador teve recuo de 1,4% (dado revisado). O dado veio melhor do que o esperado pelos analistas, que estimavam retração de 0,4%.

Já a confiança do consumidor norte-americano, medida pela Universidade de Michigan, avançou para 68,2 pontos em setembro deste ano, contra leitura de 66,6 pontos apurada um mês antes.

Por outro lado, o indicador que mede o desempenho do setor manufatureiro dos Estados Unidos recuou de 56,3 pontos em agosto deste ano, para 54,4 pontos em setembro. O dado veio pior do que o previsto pelo mercado que estimava 54,5 pontos para o mês.

Na opinião de Daoud, a economia norte-americana ainda corre riscos. "Segundo dados do Banco Internacional de Compensações [BIS], o volume de derivativos chega a US$ 680 trilhões, perto dos níveis anteriores à crise. Será necessário um ajuste e ele deve ocorrer no quarto trimestre deste ano, podendo afetar a economia", pontuou.

(Humberto Domiciano - Agência IN)