SP recebe investimentos de R$ 1,14 bilhão em vida humana

SÃO PAULO, 30 de setembro de 2010 - Um estudo encomendado pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e do Trabalho (Semdet) em convênio com o governo da região Île-de-France, e realizado pela Fundação Seade - Sistema Estadual de Análise de Dados -, revelou que a cidade de São Paulo, entre 2000 e 2007, recebeu 30% de todo o investimento anunciado no Estado em atividades econômicas das ciências da vida humana, o que corresponde a US$ 1,14 bilhão. Nesse período, a capital paulista recebeu 58,3% de todas as aquisições em serviços médico-hospitalares, parcela alta em comparação ao segmento de equipamento, com 11,4%, e à indústria farmacêutica, com 7,4%.

Intitulado "Mapeamento das Atividades Ligadas às Áreas das Ciências da Vida Humana, Saúde e Biotecnologia na cidade de São Paulo", o trabalho comparou, entre junho de 2008 e maio de 2009, as situações do país e do estado com a do município no setor. Foram mapeadas atividades, pesquisas científica e tecnológica, treinamento profissional, indústria de produtos e equipamentos, indústria de produtos farmacêuticos, serviços de diagnóstico e laboratório clínico e atendimento médico e hospitalar.

Para o secretário de Desenvolvimento Econômico e do Trabalho, Marcos Cintra, quando se fala em desenvolvimento de uma cidade, uma metrópole do tamanho de um país como São Paulo, há de se eleger prioridades. Para ele, a capital pode se potencializar ainda mais com relação ao Estado e ao país, desenvolvendo as partes menos estruturadas e reforçando os setores consolidados. "Devemos identificar atividades que podem gerar crescimento posterior", afirmou.

Os dados encontrados no estudo impulsionaram o desenvolvimento de um portal que terá atualizações da área e servirá como intermediador entre os interessados: hospitais, centros de diagnósticos, universidades e todos os agentes econômicos envolvidos, que poderão contribuir com dados específicos de cada setor, e ao mesmo tempo, fazer a utilização dessas informações. A prefeitura poderá, assim, notificar as demandas da cidade e ações de políticas públicas capazes de potencializar ainda mais o segmento.

Tomando a mesma época como análise em São Paulo, o Seade constatou que, no segmento de equipamentos médicos no município, 59,2% da aplicação de capital foi de empresas alemãs, e no ramo farmacêutico, Alemanha e Estados Unidos responderam por 57%. Em contrapartida, os recursos de empresas de origem nacional nos serviços médico-hospitalares correspondem a 99,7%.

Em função da liderança em torno do complexo econômico de recursos humanos, com especialização em ciências da vida humana, 92,2% são voltados à prestação de serviços médico-hospitalares no município de São Paulo. Indústria e comércio respondem por 6,1%, seguidos pelos baixos índices de ocupações de ensino, com 1,3%, e pesquisa e desenvolvimento, com 0,5%.

(Redação - Agência IN)