Bolsas de valores fecham em direções opostas

SÃO PAULO, 30 de setembro de 2010 - Os investidores aproveitaram o último pregão do mês de setembro para realizar lucros. Apesar de indicadores econômicos positivos, o movimento vendedor prevaleceu nas principais bolsas de valores mundiais.

Nos Estados Unidos, os índices acionários encerraram com leve desvalorização. Por lá, o mercado acompanhou que o Produto Interno Bruto (PIB) do país cresceu 1,7% no segundo trimestre de 2010, de acordo com a revisão final divulgada hoje. O número veio um pouco acima das projeções dos analistas. Mesmo assim, o indicador não teve forças para reverter a realização de lucros. Ao final do pregão, em Nova York, o índice Dow Jones Industrial Average recuou 0,44%, aos 10.788 pontos. O S&P 500 perdeu 0,31%, aos 1.141 pontos. E na bolsa eletrônica, o índice composto Nasdaq teve desvalorização de 0,33%, aos 2.368 pontos.

Igual movimento foi percebido na Europa, cujas bolsas de valores terminaram em terreno negativo. No entanto, no velho continente, segundo analistas, as preocupações com a saúde fiscal de alguns países continuam. Hoje a Moody's retirou a nota máxima da Espanha em consequência da significativa deterioração da solidez financeira. Ao final dos negócios, o índice FTSE-100, de Londres, perdeu 0,37%, aos 5.548 pontos, o CAC-40, de Paris, recuou 0,59%, aos 3.715 pontos. O DAX, de Frankfurt, teve desvalorização de 0,29% aos 6.229 pontos.

Na Argentina, o Índice Merval, da bolsa de valores de Buenos Aires, registrou acréscimo de 0,08%, aos 2.643 pontos.

No Brasil, o Ibovespa finalizou em alta de 0,29%, aos 69.429 pontos, com leve descolamento do comportamento das bolsas norte-americanas. De acordo com um analista do Banco do Brasil Banco de Investimento (BB-BI), a leve melhora registrada a tarde em Wall Street permitiu uma recuperação das ações da Vale e de siderúrgicas no Ibovespa, puxando o índice para o campo positivo. O giro financeiro da bolsa fechou em R$ 7,795 bilhões.

Na renda fixa, a curva de juros futuros teve ligeira queda no curto prazo. O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2011 apontou taxa anual de 10,66%. No câmbio, o dólar comercial caiu e ficou abaixo de R$ 1,70.

E nas commodities, os preços do petróleo avançaram no mercado internacional, refletindo os indicadores positivos da economia norte-americana. O barril de petróleo do tipo WTI, com vencimento em novembro, encerrou com alta de 2,7% cotado a US$ 79,97 na Bolsa de Mercadorias de Nova York (NYMEX, sigla em inglês). E o barril do tipo Brent, com vencimento também em novembro, subiu 1,9% cotado a US$ 82,27 no ICE Exchange de Londres.

(Redação - Agência IN)