Setor público tem superávit de US$ 5,2 bi em agosto

SÃO PAULO, 29 de setembro de 2010 - O setor público não financeiro registrou superávit primário de R$ 5,2 bilhões em agosto deste ano, segundo nota divulgada hoje pelo Banco Central (BC). O resultado do Governo Central foi superavitário em R$3,5 bilhões, o dos governos regionais, em R$1,3 bilhão e o das empresas estatais, em R$457 milhões.

O superávit primário acumulado no ano alcançou R$47,8 bilhões (2,07% do PIB), comparativamente a R$ 43,5 bilhões (2,14% do PIB) no mesmo período do ano anterior. No acumulado em 12 meses, o superávit alcançou R$ 68,8 bilhões (2,01% do PIB), reduzindo-se 0,01 ponto percentual do PIB em relação ao acumulado até julho.

Os juros nominais apropriados por competência alcançaram R$ 15,7 bilhões em agosto, comparativamente a R$ 16,8 bilhões no mês anterior. No ano, os juros nominais alcançaram R$ 123,8 bilhões (5,36% do PIB), elevando-se 0,2 ponto percentual do PIB em relação ao mesmo período de 2009. Segundo a autoridade monetária, a trajetória foi influenciada pela elevação dos principais índices de preços acumulados no ano, que atualizam parcela significativa da dívida líquida, bem como pelo resultado favorável observado nas operações de swap cambial em 2009 (R$ 3,2 bilhões), sem contrapartida em 2010.

No acumulado em 12 meses, os juros nominais apropriados alcançaram R$ 184,6 bilhões (5,39% do PIB), elevando-se 0,03 ponto percentual do PIB em relação ao mês anterior.

O resultado nominal, que inclui o resultado primário e os juros nominais apropriados, registrou déficit de R$ 10,5 bilhões em agosto. No ano, o resultado acumulado foi deficitário em R$ 76 bilhões (3,29% do PIB), elevando-se 0,09 ponto percentual do PIB em relação ao déficit registrado no mesmo período de 2009.

No acumulado em 12 meses, o déficit atingiu R$ 115,8 bilhões (3,38% do PIB), comparativamente a R$ 113,5 bilhões (3,34% do PIB) registrados no acumulado até julho.

O déficit nominal do mês foi financiado pelas expansões de R$ 2,4 bilhões na dívida mobiliária, de R$ 2,1 bilhões na dívida bancária líquida e de R$ 10,9 bilhões nas demais fontes de financiamento interno, que incluem a base monetária, compensadas, parcialmente, pela redução de R$ 4,9 bilhões no financiamento externo líquido.

(Redação - Agência IN)