Petrobras segura desempenho melhor do Ibovespa

SÃO PAULO, 24 de setembro de 2010 - Em dia de lançamento dos papéis da Petrobras no mercado acionário local por meio de oferta pública de ações, a BM&FBovespa opera em alta desde a abertura dos negócios. Embora os papéis da estatal pressionem negativamente o índice, as da Vale exercem pressão positiva. Com isso, o Ibovespa, há pouco, avançava 0,39%, aos 69.008 pontos. O giro financeiro da bolsa estava em R$ 4,981 bilhões.

A Petrobras notificou que o preço por ação ordinária (ON) foi definido em R$ 29,65 e para cada ação preferencial (PN) ao preço de R$ 26,30. No total, a capitalização da companhia atingiu a marca de R$ 115,05 bilhões, podendo chegar a R$ 120 bilhões, caso todo o lote suplementar seja negociado. Há instantes, as ações (PN) da estatal perdiam 0,82%

"O mercado avalia as novas informações como positivas. Ao que tudo indica a demanda pelas ações foi boa", disse João Pedro Brugger, analista da Leme Investimentos. Já um economista que não quis se identificar afirmou que, apesar das notícias favoráveis, os papéis recuam porque os agentes estão realizando lucros.

Com o processo de capitalização chegando ao fim, os investidores aos poucos vão retomando posições em ações mais líquidas, como as dos setores de mineração, siderurgia e bancário, segundo Brugger. Isso explica, em parte, a forte valorização dos papéis da mineradora brasileira (PNA) que, momentos atrás, cresciam 2,69%.

Além de refletir este movimento, também está relacionado com algumas notícias positivas que a Vale anunciou ontem após o fechamento dos mercados. Dentre elas a companhia aprovou a listagem de ações da companhia na Hong Kong Stock Exchange (HKEx) e que também foi deliberado a criação de um programa de recompra de ações de emissão própria.

No ambiente externo, o viés também é positivo, no entanto, com indicadores em direções opostas. Se por um lado as vendas de imóveis novos nos Estados Unidos registraram estabilidade em agosto deste ano e decepcionaram os investidores, por outro a revisão dos pedidos de bens duráveis no país de julho (de +0,3% para +0,7%) disseminou otimismo.

(Déborah Costa - Agência IN)