Dados, mesmo tímidos, animam e bolsas sobem

SÃO PAULO, 24 de setembro de 2010 - O otimismo prevalece mundo afora diante de dados animadores na Europa e nos Estados Unidos. Ainda que tímidos, os resultados sinalizam recuperação das economias.

Em Wall Street, os índices acionários apresentam altas expressivas desde o início da sessão. Pela manhã, foi anunciado que os novos pedidos de bens duráveis recuaram 1,3% em agosto. O dado veio pior do que estimado por analistas, porém, as revisões realizadas no mês de julho apontaram para altas inesperadas, o que gerou ânimo entre os investidores.

Segundo André Perfeito, economista da Gradual Corretora, qualquer avanço, mesmo que em torno de zero, já é muito bom para uma economia que está se recuperando lentamente.

Além disso, a venda de imóveis nos Estados Unidos apresentou estabilidade em agosto, em relação a julho. Outro fator que impulsiona os ganhos na sessão é o balanço da Nike, que obteve alta de 9% no lucro líquido do primeiro trimestre fiscal de 2011.

Na Europa, apesar de ter apresentado volatilidade na manhã, os principais índices acionários da região se fortaleceram e encerraram valorizados. Ao final do pregão, o índice FTSE-100, de Londres, avançou 0,93%, aos 5.598 pontos, o CAC-40, de Paris, subiu 1,94%, aos 3.782 pontos. O DAX, de Frankfurt, teve valorização de 1,84% aos 6.298 pontos.

Por lá, foi revelado que o índice de sentimento econômico do empresário alemão avançou para 106,8 pontos em agosto deste ano.

Por aqui, os investidores repercutem a divulgação do preço das ações da capitalização da Petrobras. Diante da valorização na sessão de ontem, os agentes realizam lucros. No sentido contrário, as ações da Vale avançam e seguram a alta do Ibovespa, que instantes atrás subia 0,13%.

Na renda fixa, em dia de agenda fraca, os depósitos interfinanceiros operam dentro da estabilidade. Há pouco, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2011, projetava taxa anual de 10,67%.

E no câmbio, o dólar fechou a primeira etapa dos negócios em baixa, vendido a R$ 1,71.

(Redação - Agência IN)