Petrobras segue no foco das atenções, dólar aponta estabilidade

SÃO PAULO, 23 de setembro de 2010 - Após abrir em alta de 0,12%, a moeda norte-americana segue registrando estabilidade nesta quinta-feira, o centro das atenções no mercado continua sendo a capitalização da Petrobras, a expectativa é muito grande em relação ao preço da oferta, que será conhecido ainda hoje no fechamento do bookbuilding (processo no qual o coordenador da oferta avalia, junto aos investidores, a demanda pela operação. O nome vem do inglês e representa bem o processo, que é efetivamente montar o livro de ofertas da transação).

Instantes, atrás a divisa era cotada a R$ 1,720 para compra e R$ 1,722 para venda, estável. Segundo a Corretora AGK, as compras mais agressivas do Banco Central (BC) e a expectativa de atuação do Fundo Soberano devem manter as cotações no intervalo de R$1,71 a R$1,73, apesar do forte fluxo de ingressos de moeda estrangeira e da queda externa do dólar.

De acordo com a análise dos executivos da consultoria Wagner Investimentos, Milton Wagner e José Raymundo de Faria Jr, as concentrações de posições de ativos sinaliza que o dólar, no mercado brasileiro, deverá variar num intervalo entre R$ 1,69 e R$ 1,76 no curto e médio prazo, podendo cair para a direção de R$ 1,65, uma vez que o preço corrente está sendo negociado abaixo das concentrações dos investidores profissionais.

As causas para isso, segundo os consultores, são declarações do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) e apreciação da moeda chinesa, que se somam ao cenário brasileiro de juros elevados, reserva cambial e Produto Interno Bruto (PIB) em forte expansão.

Na Europa as bolsas operam em queda, destaque para indicadores econômicos mais fracos. Na zona do euro a pesquisa PMI mostrou relevante arrefecimento, acima das expectativas, passando de 56,2 pontos para 53,8 pontos, dado de setembro, voltando para níveis observado em fevereiro de 2010. Na Irlanda o PIB referente ao segundo trimestre do ano surpreendeu ao mostrar contração de -1,2% contra taxa estimada de +0,4% e variação de 2,2% no trimestre anterior, refletindo ajustes fiscais no país.

(Maria de Lourdes Chagas - Agência IN)