Dados mistos deixam bolsas de valores sem direção

SÃO PAULO, 23 de setembro de 2010 - Em um pregão marcado por notícias em direções opostas, as principais bolsas de valores mundiais encerraram sem tendência comum.

Na Europa, o mercado não aceitou bem a notícia que o Índice Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) do setor manufatureiro da zona do euro caiu para 53,6 pontos em setembro enquanto a atividade do setor de serviços também recuou para 53,6 pontos. Em meio aos dados, os índices acionários da região terminaram a quinta-feira em baixa. O índice FTSE-100, de Londres, caiu 0,09%, aos 5.547 pontos, o CAC-40, de Paris, retraiu 0,65%, aos 3.710 pontos. O DAX, de Frankfurt, teve desvalorização de 0,38% aos 6.184 pontos.

Nos Estados Unidos, o dia foi de cautela dos investidores e com isso as bolsas de valores também encerraram no vermelho. O índice Dow Jones Industrial Average caiu 0,72%, aos 10.662 pontos. O S&P 500 perdeu 0,83%, aos 1.124 pontos. E na bolsa eletrônica, o índice composto Nasdaq recuou 0,32%, aos 2.327 pontos.

A divulgação de indicadores mistos norteou os negócios. Por lá, os pedidos de auxílio-desemprego aumentaram inesperadamente 12 mil na última semana, em relação a anterior, decepcionando o mercado. Já as vendas de imóveis usados no país vieram melhores do que o estimado por analistas, ao avançarem 7,6% em agosto deste ano, para uma taxa anualizada de 4,13 milhões de unidades.

Na Argentina, após marcar estabilidade no pregão anterior, o Índice Merval da bolsa de valores de Buenos Aires, recuou 0,35%, aos 2.522 pontos.

E no âmbito doméstico, o Ibovespa apresentou outro descolamento na semana com as bolsas dos Estados Unidos influenciado pelo processo de capitalização da Petrobras. Em meio a definição do preço das ações que será feito hoje, os papéis preferenciais e ordinários da estatal garantiram o dia de ganhos do índice acionário. O principal índice acionário da BM&FBovespa finalizou o pregão desta quinta-feira em alta de 0,69%, aos 68.794 pontos. O giro financeiro da bolsa totalizou R$ 9,169 bilhões.

Na renda fixa, a curva de juros futuros teve ligeira queda no curto prazo. O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2011 projetou taxa anual de 10,67%. No câmbio, o dólar comercial caiu e acabou vendido a R$ 1,72.

Nas commodities, os preços do petróleo avançaram no mercado internacional, com os investidores reagindo positivamente ao aumento nas vendas de imóveis usados nos Estados Unidos.

(Redação - Agência IN)