Dados de emprego pautam os negócios em renda fixa

SÃO PAULO, 23 de setembro de 2010 - Novos resultados dos indicadores do mercado de trabalho (taxa de desemprego e renda) relativos a agosto são o destaque na pauta desta quinta-feira e os investidores avaliam esses dados e fazem novos ajustes na curva de juros futuros, avalia um operador de renda fixa.

Na BM&FBovespa os prêmios dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) operam sem muitas oscilações. Há pouco, o DI com vencimento em janeiro de 2011 apontava taxa anual de 10,67%, ante 10,68% do ajuste anterior. Janeiro de 2012 projetava juro de 11,58%, contra 11,57% da véspera.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a taxa de desocupação no Brasil ficou estável em 6,7% no mês de agosto, em relação a julho, e caiu 1,4 ponto percentual em relação a agosto de 2009. Esta é a menor taxa para um mês de agosto desde o início da série histórica, em março de 2002. As expectativas do mercado estavam entre 6,7% e 7,3%.

Vale ressaltar que o rendimento do trabalhador registrou alta de 1,4% em agosto para R$ 1.472,10, e 5,5% na comparação anual.

Ainda na agenda doméstica, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) informou que o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) de 22 de setembro de 2010 apresentou variação de 0,40%, 0,09 ponto percentual (p.p.) acima da taxa registrada na última divulgação, destaque para a aceleração dos preços dos alimentos.

Nos EUA, os pedidos de auxílio desemprego da última semana vieram acima do esperado, registrando 465 mil solicitações. Hoje, haverá discursos de Charles Evans do Fed de Chicago e de Paul Vocker do conselho de recuperação econômica.

(Maria de Lourdes Chagas - Agência IN)