Bolsas não definem tendência com indicadores mistos

SÃO PAULO, 23 de setembro de 2010 - Indicadores mistos deixam as principais bolsas mundiais sem direção definida. Em Wall Street, após operarem em baixa diante do dado de emprego no país, os índices se fortalecem com o número surpreendente de imóveis.

Logo pela manhã, os investidores acompanharam que os novos pedidos de seguro-desemprego nos Estados Unidos avançaram 12 mil na semana encerrada dia 18 de setembro. As solicitações passaram de 453 mil para 465 mil. Por outro lado, as vendas de imóveis usados cresceram inesperadamente 7,6% em agosto, o que levou ânimo e sustenta ganhos no pregão de hoje. No mesmo sentido, o índice que mede os indicadores antecedentes nos Estados Unidos aumentou 0,3% em agosto para 110,2 pontos. O dado veio um pouco melhor do que o estimado por analistas, que esperavam avanço de 0,1%.

No cenário corporativo, a Blockbuster fez pedido de concordata a seus credores para reduzir a dívida da companhia para cerca de US$ 100 milhões. Atualmente, a dívida chega a US$ 1 bilhão.

Na Europa, o movimento vendedor prevaleceu. Ao final dos negócios, o índice FTSE-100, de Londres, caiu 0,09%, aos 5.547 pontos, o CAC-40, de Paris, retraiu 0,65%, aos 3.710 pontos. O DAX, de Frankfurt, teve desvalorização de 0,38% aos 6.184 pontos.

Por lá o Índice Gerentes de Compras (PMI) do setor manufatureiro da zona do euro recuou para 53,6 pontos em setembro. O mesmo indicador, no setor de serviços, também caiu para 53,6 pontos. E na Alemanha, o PMI do segmento industrial decresceu para 55,3 pontos, em setembro, ante 58,2 pontos em agosto.

Por aqui, o Ibovespa segue em alta, puxado pelas blue chips Vale e Petrobras. O movimento é influenciado pelas expectativas em torno da formação do preço das ações da petrolífera no processo de capitalização. Instantes atrás, o Ibovespa subia 1,8%.

Na renda fixa, os investidores fazem novos ajustes diante do resultado do mercado de trabalho brasileiro. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou hoje que a taxa de desocupação no Brasil ficou estável em 6,7% em agosto. Há pouco, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2011 projetava taxa anual de 10,67%. E no câmbio, o dólar comercial finalizou a primeira etapa dos negócios em baixa, vendido a R$ 1,72.

(Redação - Agência IN)