Saldos diários da base monetária crescem 1,4% em agosto

SÃO PAULO, 22 de setembro de 2010 - A média dos saldos diários da base monetária atingiu R$168,6 bilhões em agosto deste ano, com alta de 1,4% no mês e de 21,6% em 12 meses, segundo nota publicada hoje pelo Banco Central (BC). Segundo a autoridade monetária, a evolução mensal resultou dos acréscimos de 1,6% no saldo médio do papel-moeda emitido e de 0,5% nas reservas bancárias.

Os fluxos mensais dos fatores de emissão monetária mostraram-se expansionistas a partir das compras líquidas de R$7,2 bilhões em divisas pelo BC no mercado interbancário de câmbio e das operações com títulos públicos federais, que incluem a atuação do BC no ajuste de liquidez do mercado monetário, as quais somaram R$10,6 bilhões.

No mercado secundário, as compras líquidas totalizaram R$16,4 bilhões, enquanto no mercado primário ocorreram colocações líquidas de R$5,8 bilhões. Em sentido oposto, o movimento na conta única do Tesouro Nacional resultou em contração de R$6,6 bilhões.

Os meios de pagamento restritos (M1), considerados os saldos médios diários, alcançaram R$240,4 bilhões em agosto, após alta de 0,8% no mês, em decorrência das elevações de 1,6% no saldo do papel-moeda em poder do público e de 0,2% nos depósitos à vista. Comparativamente a agosto de 2009, o M1 avançou 18,8%, registrando aumentos respectivos de 18,4% e 19% em seus componentes

Os meios de pagamento no conceito M2, que corresponde ao M1 mais depósitos para investimentos, depósitos de poupança e títulos privados, registraram avanço mensal de 1,9%, totalizando R$1,2 trilhão.

O saldo dos depósitos de poupança atingiu R$353,3 bilhões, ao crescer 0,7% em agosto, refletindo captações líquidas de R$1,8 bilhão. Os títulos privados expandiram-se 1,9%, atingindo saldo de R$ 624,3 bilhões, após captações líquidas de R$ 6,9 bilhões.

O M3, conceito que agrega ao M2 as quotas de fundos de renda fixa e os títulos públicos que lastreiam as operações compromissadas entre o público e o setor financeiro, cresceu 2% no mês, totalizando R$ 2,4 trilhões, refletindo expansões de 1,7% nas quotas de fundos de renda fixa e de 6,7% nas operações compromissadas com títulos federais. O M4, que compreende o M3 e os títulos públicos de detentores não financeiros, registrou elevações de 1,4% no mês e de 15,7% nos últimos 12 meses, alcançando R$ 2,8 trilhões.

(CSU - Agência IN)