Confiança do consumidor do Brasil estimula alta dos DIs

SÃO PAULO, 22 de setembro de 2010 - Os prêmios dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) fecharam sinalizando alta com os investidores reagindo à confiança do consumidor do Brasil e a dinâmica da economia global. Na BM&FBovespa, o DI com vencimento em janeiro de 2011 apontou taxa anual de 10,67%, ante 10,66% da véspera. O DI de janeiro de 2013 projetou juro de 11,92%, ante 11,86% do último ajuste.

Operadores comentam que a inflação segue na pauta dos negócios de renda fixa e com as expectativas de inflação subindo e dados de atividade mais forte, as dúvidas em relação aos juros no Brasil começam a aparecer e a pergunta do mercado é "Até quando o Banco Central irá manter a taxa Selic?".

Na agenda doméstica de hoje destaque para o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) brasileiro que avançou 0,7% em setembro deste ano, na comparação com agosto, ao passar de 120,9 pontos para 121,7 pontos, com ajuste sazonal.

O Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos do Bradesco avalia que a confiança do consumidor permanece favorável neste segundo semestre, garantido pelas condições vindas do mercado de trabalho e de crédito, que têm sustentado o indicador em patamares bastante elevados.

Já o Banco Central (BC) informou que o saldo total das operações de crédito do sistema financeiro, contemplados recursos livres e direcionados, atingiu R$ 1,583 trilhão em agosto deste ano, com alta de 2,2% no mês e de 19,2% em 12 meses.

A tendência é que a queda nos juros para pessoas físicas permaneça, sobretudo, para o crédito consignado, avalia Evaldo Alves, professor de economia da FGV-EAESP.

No entanto, o professor alerta que o consumidor deverá utilizar o crédito apenas para compras de bens de consumo duráveis, não utilizando o mesmo para financiar os gastos correntes. Sempre lembrando que o comprometimento da renda mensal com financiamento não deverá ultrapassar o limite de 30% para que não haja o risco de inadimplência.

Voltando para a agenda doméstica de hoje, otimismo dos empresários manteve-se praticamente estável de agosto para setembro. O indicador passou de 64 pontos para 63,4 pontos no período e se igualou ao registrado em julho último, revela o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI), divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O ICEI varia de zero a cem. Valores acima de 50 indicam empresários confiantes.

(Maria de Lourdes Chagas - Agência IN)