Cadeia da construção cria 240 mil postos em 2009

SÃO PAULO, 22 de setembro de 2010 - O crescimento real do valor adicionado da mão de obra justifica a expansão de 2,5% no número de postos de trabalho na cadeia da construção ao longo de 2009. O aumento do emprego foi bastante forte nas atividades de construção, onde foram abertos 240 mil postos de trabalho na média do ano de 2009, de acordo com a Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Construção (Abramat). As construtoras, cuja atividade cresceu de forma cadenciada ao longo de 2009, foram responsáveis por 154 mil novos postos de trabalho com carteira assinada, o equivalente a 7% de sua força de trabalho em 2008.

Também cresceram de forma expressiva as remunerações: 10,7% entre 2008 e 2009. Considerando a variação de 4,1% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor

(INPC), a expansão das remunerações gerou um ganho real de renda de 6,3% na cadeia da construção e um aumento da remuneração média de 3,7%. Esse valor ficou acima do aumento da produtividade do trabalho na economia brasileira em 2009, estimada em 3,1%.

A expansão vertiginosa do setor significou 1,458 milhão de novos empregos em relação ao ano de 2005. Nessa comparação, as construtoras deram a maior contribuição na geração de postos de trabalho: 737 mil, o que equivale a um crescimento da demanda por mão de obra de 0,78% ao mês. E esse ritmo acelerou-se em 2010.

Na comparação dos dados de junho de 2010 contra janeiro de 2007, o número de empregados com carteira assinada das construtoras cresceu à taxa de 1% ao mês. Esse padrão de crescimento, a redução da taxa de desemprego aberto no país e o aumento por trabalho em todos os setores da economia tornaram a falta de mão de obra qualificada um grande problema para a construção.

(Redação - Agência IN)