Mercado de imóveis dos EUA deve guiar negócios

SÃO PAULO, 21 de setembro de 2010 - Apesar da divulgação da ata do Fomc prevista para esta tarde, o destaque do dia fica por conta dos dados sobre o mercado imobiliário norte-americano, segundo André Perfeito, economista da Gradual Corretora. "Quanto aos juros, já há consenso de que seguirão inalterados. Já em relação ao mercado imobiliário há certa expectativa positiva, que, se confirmada, deverá também firmar o movimento positivo dos mercados nesta sessão", disse.

Analistas estimam que as construções de casas iniciadas no país avancem para 550 mil em agosto deste ano. Já para permissões de novas construções, a estimativa é de quase estabilidade, para 560 mil.

Em meio à expectativa positiva, os índices acionários da Europa avançam. Instantes atrás, o índice FTSE-100, de Londres, avançava de 0,44% aos 5.627 pontos. O CAC-40, de Paris, tinha acréscimo de 0,62%, aos 3.811 pontos e o DAX, de Frankfurt, ganhava 0,52% aos 6.327 pontos.

Na Ásia, as bolsas fecharam sem definir tendência, prevalecendo, entretanto, o movimento comprador. As bolsas regionais foram impulsionadas pelos ganhos do índice Dow Jones, com o anúncio de uma pesquisa de Nova York, de que a economia dos Estados Unidos teria saído da recessão e sua recuperação estaria acelerando.

No entanto, da mesma forma como na segunda-feira, o dia apresentou um baixo volume de negociações, com o mercado aguardando a divulgação de indicadores econômicos dos Estados Unidos e o resultado da reunião de política monetária do FED.

Com isso, em Tóquio, o índice Nikkei 225 caiu 0,25%, para 9.602,11 ponto. Em Xangai, o índice Xangai Composto avançou 0,11%, para 2.591,55 pontos, e em Hong Kong, o índice Hang Seng cresceu 0,11%, para 22.002,59 pontos. Em Seul não houve pregão em função de feriado nacional.

Internamente, destaque para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) teve variação de 0,31% em setembro deste ano e ficou acima do resultado de agosto (-0,05%). No mercado acionário, o Ibovespa deverá seguir atrelado ao movimento externo, impactado pelo desempenho das ações da Petrobras.

(Carina Urbanin - Agência IN)