Investimentos no exterior têm retorno de US$ 2,5 bi em agosto

SÃO PAULO, 21 de setembro de 2010 - Os investimentos brasileiros diretos no exterior apresentaram retorno líquido de US$ 2,5 bilhões em agosto deste ano, compreendendo US$ 1 bilhão em aplicações líquidas em participação no capital e US$ 3,5 bilhões de retornos líquidos de empréstimos intercompanhias concedidos ao exterior, segundo nota publicada hoje pelo Banco Central (BC).

No mês, os investimentos estrangeiros diretos somaram ingressos líquidos de US$ 2,4 bilhões. Os ingressos líquidos em participação no capital de empresas no País, incluídas as conversões em investimentos, atingiram US$ 2,1 bilhões, enquanto aqueles referentes aos empréstimos intercompanhias totalizaram US$ 373 milhões.

Os investimentos estrangeiros em carteira apresentaram ingressos líquidos de US$ 5,6 bilhões no mês. Os investimentos em títulos de renda fixa negociados no País e em ações negociadas no País e no exterior registraram ingressos líquidos de US$ 4,5 bilhões, comparados a US$ 3,1 bilhões registrados em julho de 2010.

Os bônus negociados no exterior totalizaram ingressos líquidos de US$ 693 milhões, decorrentes da reabertura do Global 21, US$ 825 milhões; amortizações de US$ 111 milhões e ágios de US$21 milhões.

Os investimentos em notes e commercial papers apresentaram ingressos líquidos de US$ 470 milhões no mês, com captações de US$ 642 milhões e amortizações de US$172 milhões. As amortizações líquidas em títulos de curto prazo somaram US$69 milhões, em agosto, comparados a ingressos líquidos de US$1,7 bilhão no mês anterior.

Os outros investimentos brasileiros no exterior resultaram em aplicações líquidas de US$ 6,8 bilhões em agosto, compreendendo concessão líquida de empréstimos de curto prazo, US$ 6 bilhões; elevação de depósitos de bancos brasileiros no exterior, US$ 336 milhões; e de depósitos dos demais setores, US$ 324 milhões.

Os outros investimentos estrangeiros no País registraram ingressos líquidos de US$2,5 bilhões em agosto. O crédito comercial de fornecedores registrou desembolsos líquidos de US$131 milhões, ante US$2,1 bilhões no mês anterior. Os empréstimos aos demais setores apresentaram ingressos líquidos de US$2,3 bilhões, compostos por desembolsos líquidos de organismos, US$859 milhões; e de empréstimos diretos, US$388 milhões; e amortizações líquidas de agências, US$85 milhões; e de compradores US$33 milhões. Os empréstimos de curto prazo somaram ingressos líquidos de US$1,2 bilhão.

(CSU - Agência IN)