Dólar se mantém equilibrado, cotado a R$ 1,729

SÃO PAULO, 21 de setembro de 2010 - A moeda norte-americana opera sem grandes oscilações nesta terça-feira e, há pouco, era cotada a R$ 1,729 para venda, com leve desvalorização de 0,06%. Mantendo a rotina o Banco Central (BC) comprou dólares no mercado de câmbio doméstico a R$ 1,7297.

O mercado de câmbio continua no centro das atenções. "Nesse sentido, além de avaliar e refletir os dados das contas externas do País em agosto, os players continuarão prestando muita atenção nas atuações do BC e em eventuais aumentos dessas compras com destino ao Fundo Soberano Brasileiro (FSB), comenta Miriam Tavares, diretora de câmbio da AGK.

"Com isso, as cotações podem passar a oscilar mais perto de R$ 1,73 ou até um pouco acima, podendo voltar a oscilar no intervalo de R$ 1,73 a R$ 1,75, se essas intervenções mais agressivas, de fato, continuarem ocorrendo", avalia a executiva.

A análise de mercado da NGO destaca o anúncio de que, na última sexta-feira, o Conselho Deliberativo do FSB autorizou-o a realizar compras de moeda norte-americana "sem limites". Segundo a NGO, este anúncio não deve ser entendido como solução para a excepcional apreciação do real instalada no mercado de câmbio brasileiro, por ironia, com forte contribuição das autoridades monetárias que praticam e continuam praticando estratégias de utilização do preço da moeda norte-americana como antídoto as pressões inflacionárias.

Nesta manhã o ministro da Fazenda, Guido Mantega informou que Fundo Soberano está pronto para atuar na área cambial. As preocupações em torno da valorização do real cresceram nos últimos dias depois que se iniciou o processo de capitalização da Petrobras. Apenas a expectativa pela entrada maciça de dólares no País diminuiu o patamar do dólar de R$ 1,75 para perto de R$ 1,70. Além disso, a taxa de juros atual é bem atraente para os investidores estrangeiros.

Nos EUA, a venda de casas novas aumentou 10,5%, a uma taxa anual ajustada sazonalmente de 598 mil unidades. Os dados do mês de julho foram revisados para baixo, mostrando ganho de apenas 0,4%, contrariando os 1,7% de alta relatado anteriormente. Já as permissões para construção também foram positivas, apresentando alta de 1,8% em agosto, após queda de 4,1% no mês anterior.

Ainda hoje, haverá a reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc), dos Estados Unidos, da qual não se espera alteração na taxa de juros, mas comentários sobre a economia são aguardados.

(Maria de Lourdes Chagas - Agência IN)