Bovespa cai com setores de construção, metais e bancos

SÃO PAULO - O principal índice das ações brasileiras operava em baixa nesta sexta-feira, com o mercado já se posicionando para o vencimento de opções sobre ações na próxima sessão. Os setores de construção civil, metais e financeiro eram os principais responsáveis pela queda do Ibovespa. Às 11h56, o índice perdia 0,69%, aos 67.192 pontos. O giro do pregão era de R$ 1,3 bilhão. "O mercado tende a segurar mais perto dos strikes das opções, em Vale e Petrobras (ações mais líquidas da Bovespa)", disse Rafael Dornaus, operador da corretora Hencorp Commcor. "Na Vale é a R$ 42... e na parte da Petro, 26 (reais). O pessoal vai ficar disputando em cima desse preço, afinal de contas, buscar um patamar acima ou abaixo fica muito longe." As ações preferenciais da Petrobras eram as mais negociadas do pregão, com queda de 0,1%, a R$ 26,33. Já os preferenciais da Vale tinham o segundo maior giro, com queda de 0,54%, a R$ 42,03, e uma das maiores contribuições para a baixa do Ibovespa. As ações da Petrobras reagiam timidamente ao anúncio de que a empresa decidiu dobrar o volume de ações do lote adicional da oferta de ações de 10% para 20% do lote inicial. Com a mudança, a operação total poderia alcançar R$ 135 bilhões, considerando os valores deste pregão. O setor de construção civil figurava pelo segundo dia seguido entre as maiores variações negativas, com baixa entre 2,4% e 1,5% de Rossi, Gafisa, Cyrela, MRV e Brookfield. Operadores têm atribuído às perdas a um movimento técnico, sem justificava em notícias recentes. Na ponta de cima, a produtora de carne JBS subia 2%, a R$ 7,63, enquanto Brasil Ecodiesel ganhava 2,1%, a R$ 0,97. Em termos de volume, o BTG Pactual notou desde junho uma diminuição do giro no mercado brasileiro, com queda de 17% dos negócios dentro do Ibovespa no período entre junho e setembro, em relação aos cinco primeiros meses do ano. "Esperamos que os volumes se recuperem após a conclusão da oferta de ações da Petrobras", escreveram os analistas Carlos Sequeira e Antonio Junqueira, em relatório.