Consórcios de veículos leves sobem 50% entre janeiro e julho

S O PAULO, 15 de setembro de 2010 - O setor de veículos leves (automóveis, utilitários e camionetas) registrou alta de 50% entre janeiro e julho de 2010. Enquanto no ano passado, o volume atingiu R$ 7,8 bilhões (entre janeiro e julho de 2009), neste ano o total superou os R$ 11,7 bilhões. Nos imóveis, a relação nos mesmos meses, a alta foi de 23,2%, subindo de R$ 9,5 bilhões (nos sete primeiros meses de 2009) para R$ 11,7 bilhões (entre janeiro e julho de 2010), segundo os dados da assessoria econômica da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC).

De janeiro a julho, os negócios do Sistema de Consórcios somaram mais de R$ 33,8 bilhões, 33,1% mais que os R$ 25,4 bilhões acumulados nos sete primeiros meses do ano passado.

Paulo Roberto Rossi, presidente executivo da entidade, explicou que a vantagem da modalidade "está na relação custo/benefício existente entre uma compra de um automóvel, imóvel, eletroeletrônico ou serviço feita pelo consórcio em relação àquelas realizadas por outros mecanismos de compra parcelada. As vantagens estão na inexistência de juros e no parcelamento integral".

A mudança de comportamento dos consorciados de eletroeletrônicos e outros bens móveis, ao deixar de adquirir uma cota de um eletrodoméstico passando a aderir cotas de maior valor, provocou um aumento dos negócios em 105,9%. Enquanto no acumulado de janeiro a julho de 2009, a soma chegava aos R$ 91,4 milhões, neste ano, no mesmo período, o total ultrapassou R$ 188,2 milhões. O valor médio da cota, que, em julho do ano passado era de R$ 1.666,00, evoluiu 113,9% e chegou aos R$ 3.563,00 (julho/2010).

Os consórcios de serviços também mostraram crescimento. Ao triplicar o volume de novos negócios, saltando de R$ 6,3 milhões (entre janeiro e julho de 2009). para R$ 19,2 milhões (entre janeiro e julho de 2010), confirma a maior procura pelo mais novo produto do Sistema.

"Neste ano, os consórcios têm apresentado resultados significativos, acompanhando o desempenho econômico do país e apoiando-se na segurança que os consumidores têm em seus empregos', diz Rossi.

"Entre os fatores que podemos destacar para esse crescimento nas vendas globais de novas cotas estão o aumento médio dos veículos leves novos ter sido inferior à inflação, e as amortizações e liquidações com aproveitamento de saldos do FGTS feitas por mais de 2,1 mil consorciados/trabalhadores atingirem mais de R$ 35,3 milhões, nos imóveis, até 31 de agosto. Também a maior valorização individual das adesões aos grupos de eletros e aumento no número das participações de serviços contribuíram para essa evolução", completa.

(Redação - Agência IN)