Sem indicadores internos, curva de juros fecha sem direção

SÃO PAULO, 15 de setembro de 2010 - Com a ausência de indicadores econômicos na agenda doméstica, a curva de juros futuros operou sem direção única. O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) negociado na BM&FBovespa com vencimento em janeiro de 2011 apontou taxa anual de 10,66%, mesma do ajuste anterior. Janeiro de 2013 projetou juro de 11,66%, contra 11,62% do último fechamento.

Analistas comentam que o volume de negócios ficou reduzido nesta quarta-feira no segmento de renda fixa. Já que a curva de juros futuros precifica que a taxa Selic, fixada em 10,75% ao ano, ficará assim por mais algum tempo. O que, de certa forma, respalda a decisão de parada do Banco Central (BC), que por meio da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada semana passada, indica que a autoridade monetária está bastante confiante que o atual patamar de juros é suficiente para trazer a inflação e expectativas de volta a trajetória de metas, apontando que o cenário base é de manutenção da taxa de juros nas próximas duas reuniões de política monetária.

Sem agenda econômica interna, os destaques do dia foram os indicadores dos EUA, dentre eles, a produção industrial que apresentou avanço de 0,2% em agosto depois de ter crescido 0,6% em julho (de acordo com dados revisados - anteriormente havia sido informado alta de 1,0%). Já o Federal Reserve de Nova York informou que o índice de atividade industrial, ficou consideravelmente abaixo das expectativas, atingindo 4,1 pontos.

(Maria de Lourdes Chagas - Agência IN)