Estiagem prejudica rede elétrica do Paraná

SÃO PAULO, 15 de setembro de 2010 - Sem registro de chuvas significativas há mais de quatro semanas, o Paraná já vive as conseqüências do tempo excessivamente seco. O risco de incêndios é considerado extremo em quase todos os pontos de monitoramento do Instituto Simepar. No mês de agosto, o número de ocorrências registradas pelo Corpo de Bombeiros foi duas vezes maior que no mesmo mês de 2009, de acordo com a Companhia Paranaense de Energia (Copel).

A situação já preocupa a Copel por causa da proliferação das queimadas e de focos de incêndio nas proximidades das linhas que transportam eletricidade e das subestações transformadoras. A Companhia tem registrado nos últimos dias um número crescente de desligamentos provocados por incêndios e queimadas, principalmente no Norte do Estado. Somente na última semana de agosto, a região teve 48 interrupções no fornecimento de energia provocadas pelo desligamento de linhas e subestações em razão do fogo. Em todo o Paraná, de janeiro a agosto foram registrados 269 desligamentos por queimadas, que prejudicaram o abastecimento de 140 mil domicílios.

Entre os episódios recentes mais significativos está o desligamento da subestação urbana Jardim Bandeirantes, em Londrina, ocorrido no último dia 26. O fogo começou em um terreno baldio, passou por um bambuzal e atingiu um pinheiro, chegando próximo a uma linha que transporta energia elétrica na tensão de 138 mil volts. Cerca de 34 mil unidades consumidoras foram atingidas. Na segunda-feira, dia 30, os municípios de Santo Antônio da Platina (por 2h30), Joaquim Távora e Carlópolis (por 10 minutos) ficaram sem eletricidade em decorrência de uma queimada num canavial próximo a Andirá. O fogo provocou o desligamento da linha de transmissão que alimenta as cargas dos três municípios, prejudicando o atendimento a um total de 25 mil unidades consumidoras.

Desde o dia 25 de agosto, as queimadas em atividades pastoris, agrícolas ou florestais no Estado estão proibidas por uma portaria do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), que prevê a aplicação de multas e até a prisão dos responsáveis por crime ambiental.

(Redação - Agência IN)