Petrobras puxa Ibovespa para baixo

S O PAULO, 14 de setembro de 2010 - O processo de capitalização da Petrobras continuou pautando os negócios na BM&FBovespa nesta terça-feira. A proximidade da definição do preço e da oferta propriamente dita fez as ações da companhia desabarem, puxando para baixo o Ibovespa. Com isso, ao final dos negócios, o índice acionário recuou 0,50%, aos 67.691 pontos. O giro financeiro da bolsa fechou em 8,208 R$ bilhões.

Segundo Adriano Moreno, estrategista da Futura Investimentos, os papéis da Petrobras vão operar voláteis até a oferta de ações. "Hoje não teve grandes destaques, a estatal esteve no foco dos investidores", avaliou. As ações preferenciais da companhia terminaram com retração de 5,12%, enquanto as ordinárias caíram 4,80%, situando entre as maiores oscilações negativas do Ibovespa.

No mesmo sentido, os papéis da Vale (PNA) (-0,65%) também impactaram negativamente no Ibovespa, o que de acordo com Ney Kateyama, analista econômico do Banco do Brasil Banco de Investimentos (BB-BI), pode ter ligação com a capitalização da Petrobras, já que os investidores se desfazem de outros ativos para comprar da estatal.

Ainda internamente, a JBS fechou um acordo com Jack Link's Beef Jerky, especialista em beef jerky nos EUA, para formar uma joint-venture para operar duas fábricas de beef jerky da JBS no Brasil.

Já nos Estados Unidos, apesar de boas notícias provenientes da agenda econômica, as bolsas operaram de lado, pressionando ainda mais o desempenho do Ibovespa. Os agentes receberam bem à informação de que as vendas no varejo cresceram 0,4% em agosto, superando as previsões dos analistas. Este foi o maior ganho em cinco meses, devido à forte demanda nos postos de gasolina e no setor têxtil.

E os estoques das empresas norte-americanas aumentaram 1% em julho, segundo informou hoje o Departamento de Comércio dos EUA. No mês passado, o indicador marcou alta de 0,5%. O dado veio acima do que o esperado pelo mercado, que projetava avanço de 0,7%.

"O mercado está sensível às notícias, qualquer coisa positiva ou negativa já altera os negócios", considerou o analista econômico do BB-BI.

(Déborah Costa - Agência IN)