Marina quer isenção tributária para empresas sustentáveis

S O PAULO, 10 de setembro de 2010 - A candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva, defendeu hoje que sejam dados incentivos fiscais para empresas e projetos que valorizem práticas sustentáveis. Ao visitar a microempresa Bioware, que produz máquinas que transformam resíduos orgânicos, como bagaço e palha de cana e até casca de arroz, em combustíveis e carvão, Marina falou da necessidade de se transformar "boas práticas" como essa em políticas públicas. A empresa campineira nasceu a partir de estudos desenvolvidos pela Universidade de Campinas (Unicamp).

"O que ela [a empresa] precisa? Incentivos. Precisa de apoio para ganhar escala, produzir e baratear custos. E precisa de um investimento fundamental: a consciência", disse a candidata.

Para Marina, uma maneira de se incentivar trabalhos como os que são desenvolvidos pela Bioware é fazer com que prefeituras adquiram produtos sustentáveis. "Se esses produtos aqui produzidos passassem a fazer parte da agenda ou do cardápio de compras das prefeituras e do governo do estado, já estaria se incentivando a produção numa escala altamente significativa", afirmou.

Segundo a candidata, sua proposta não prevê que as prefeituras sejam obrigadas a adquirir produtos sustentáveis, mas pretende estimular a compra destes por meio de uma "educação ambiental", que começaria com a própria população exigindo dos políticos para que deem preferência à utilização de produtos sustentáveis.

Marina também comentou a operação da Polícia Federal (PF) que prendeu o governador do Amapá e outras pessoas acusadas de corrupção. Ela exaltou o trabalho desenvolvido pela PF e lamentou o envolvimento do governador, de servidores e empresários em desvio de dinheiro público. "É lamentável que tenhamos uma situação como essa [que envolve] o Tribunal de Contas, a Assembleia Legislativa, o governo do estado e não sei se ficou alguém para contar a história".

Para a candidata, a corrupção deve ser combatida em todo o Brasil com o funcionamento adequado das instituições, inclusive das que atuam na fiscalização. "Para combater o erro, é [preciso] transparência, funcionamento das instituições e a combinação de indivíduos virtuosos e instituições virtuosas. Os indivíduos falham em suas virtudes, mas quando eu falhar, tem que ter uma instituição para corrigir", afirmou.

Depois da visita à microempresa fabricante de máquinas para a produção de biocombustíveis, a candidata inaugurou mais uma Casa de Marina, no Jardim Petropólis, em Campinas. No final da tarde, ela participou de uma caminhada no centro da cidade. As informações são da Agência Brasil.

(Redação - Agência IN)