China e expectativa de aumento de fluxo mantêm dólar em queda

S O PAULO, 13 de setembro de 2010 - Dados econômicos da China melhores que as estimativas do mercado e definição dentro do esperado das novas regras do sistema financeiro (Basileia III) animam o mercado nesta segunda-feira. Há pouco, a moeda norte-americana recuava 0,12%, cotada a R$ 1,718 para venda. Mantendo a rotina o Banco Central (BC) comprou dólares no mercado de câmbio doméstico a R$ 1,717.

Miriam Tavares, diretora de câmbio da AGK avalia que especificamente no câmbio, as expectativas de aumento de fluxo de dólares para o País, reforçadas pelo intenso noticiário sobre as captações brasileiras no exterior e pela capitalização da Petrobras, devem continuar exigindo que o BC adote uma postura mais agressiva para evitar que as cotações rompam o "piso" de R$ 1,70, especialmente se o cenário externo continuar com o viés positivo.

A agenda econômica fraca de hoje faz com que os dados chineses permaneçam na pauta dos negócios, abrindo espaço para o início de semana positivo.

Na China foi revelado que a produção industrial avançou 13,9% no mês de agosto de 2010, em ritmo anual. O indicador avançou 0,5% em relação ao resultado do mês anterior. Por sua vez, as vendas no varejo chinês, principal indicador dos gastos dos consumidores na economia do país, aumentaram 18,4% em agosto, ante o mesmo período de 2009.

A definição da nova regulação mundial, acordo que ganhou o nome de Basileia III, foi considerado positivo pela maioria dos especialistas, pois os bancos serão obrigados a manter reservas de capital maiores para se tornarem mais resistentes a choques.

Vale ressaltar que uma das principais decisões na Basileia foi o aumento de 2% para 7% do índice de capital de alta qualidade em relação aos ativos. O capital total mínimo será de 10,5% dos ativos ponderados pelo risco, contra taxa de 11% usado no Brasil.

Por aqui, a balança comercial brasileira apresentou saldo positivo de US$ 159 milhões na segunda semana de setembro deste ano (de 6 a 12 de setembro), de acordo com informações divulgadas hoje pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

(Maria de Lourdes Chagas - Agência IN)