China e Basileia III animam investidores

S O PAULO, 13 de setembro de 2010 - A divulgação de dados bastante favoráveis na China alimenta o apetite ao risco dos investidores na sessão de hoje.

Por lá, hoje foi revelado que a produção industrial avançou 13,9% no mês de agosto de 2010. O índicador avançou 0,5% em relação ao resultado do mês anterior. Por sua vez, as vendas no varejo chinês, principal indicador dos gastos dos consumidores na economia do país, aumentaram 18,4% em agosto, ante o mesmo período de 2009.

E o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, afirmou que seu país é um "motor importante" para a recuperação econômica mundial. "A China se tornou um motor importante para a recuperação econômica mundial", disse o premier, antes de elogiar o pacote de estímulo adotado pelo país, que qualificou de "oportuno, frutífero, efetivo e adequado para as realidades da China".

Assim, as bolsas da região foram impulsionadas pelos dados consistentes da economia chinesa, principalmente os da produção industrial, que se apresentaram acima das expectativas do mercado e melhoraram o sentimento pessimista dos investidores, em relação a intensidade da recuperação da economia global.

A forte demanda das commodities do continente fez com que as ações da BHP Billiton e Hon Hai Precision Industry valorizassem, contribuindo para o bom desempenho dos índices da Ásia.

Na Europa, o euro se valorizou frente as principais moedas asiáticas, o que facilitou o aumento do volume de negócios.

Por fim, o cenário mundial aguardava a decisão da reunião na sede do Banco de Compensações Internacionais (BIS), na Suíça, que contou com reguladores globais e presidentes de bancos centrais de 27 países. No entanto, a definição da nova regulação mundial, acordo que ganhou o nome de Basileia III, foi considerado positivo pela maioria dos especialistas, pois os bancos serão obrigados a manter reservas de capital maiores para se tornarem mais resistentes a choques.

Em Tóquio, o índice Nikkei 225 subiu 0,89%, para 9.321,82 pontos. Em Seul, o índice Kospi ganhou 0,90%, para 1.818,86 pontos. Já em Xangai, o índice Xangai Composto avançou 0,94%, para 2.688,32 pontos, e em Hong Kong, o índice Hang Seng cresceu 1,89%, para 21.658,35 pontos.

Os principais índices acionários da Europa também avançam. Há pouco, o índice FTSE-100, de Londres, avançava 1,14% aos 5.564 pontos. O CAC-40, de Paris, tinha acréscimo de 1,10%, aos 3.766 pontos e o DAX, de Frankfurt, crescia 0,95% aos 6.273 pontos.

No continente, a venda de casas na Espanha cresceu 16,4% em julho em relação ao mesmo mês do ano passado, esta é a sétima altao consecutiva. Do total de 43.838 operações registradas, 51% das vendas corresponderam a imóveis novos (22.597 operações) e 48,5%, a usados (21.241).

Já o diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, constatou que o mercado de trabalho europeu está em uma "situação catastrófica" e destacou que ela não se reverterá com as "receitas de sempre". "Esta crise, a mais grave de todas, deixou um deserto de parados sem comparação", lembrou Strauss-Kahn ao inaugurar a conferência sobre emprego que hoje reúne em Oslo especialistas e líderes europeus.

Internamente, sem dados de peso na agenda, o Ibovespa deverá acompanhar o desempenho do índices externos.

(CSU - Agência IN)