Bolsas de valores operam de lado

S O PAULO, 14 de setembro de 2010 - Os principais índices acionários do mundo operam de lado na sessão de hoje. A divulgação de indicadores não muito animadores na Europa, aliados às altas de ontem, impulsionam a realização de lucros. Na outra ponta, o dado sobre o mercado varejista norte-americano dissemina otimismo.

Hoje na Europa foi revelado que o indicador que mede o sentimento econômico na zona do euro recuou 11,4 pontos em setembro deste ano, para 4,4 pontos. No mesmo sentido, na Alemanha o indicador caiu 18,3 pontos, para -4,3 pontos.

Diante dos dados, as bolsas do continente registraram leve baixa durante a maior parte do dia. Entretanto, após a divulgação do dado melhor do que o esperado nos Estados Unidos, inverteram tendência e encerraram com ganhos, apesar de tímidos. Ao final dos negócios, o índice FTSE-100, de Londres, subiu 0,03%, aos 5.567 pontos, o CAC-40, de Paris, cresceu 0,19%, aos 3.774 pontos. O DAX, de Frankfurt, teve valorização de 0,22% aos 6.275 pontos.

Nos Estados Unidos, a notícia positiva foi de que as vendas no varejo da região cresceram 0,4% em agosto deste ano, ante o mês anterior. O resultado veio melhor do que o esperado pelo mercado, que previa alta de 0,3%. No país, os índices acionários também operam de lado, prevalecendo o movimento comprador.

Já por aqui, o Ibovespa se descola do cenário externo, mais uma vez impactado pelas ações da Petrobras. Há pouco, o papel preferencial da companhia perdia mais de 2%.

E o Tesouro Nacional anunciou que concedeu mandato para a reabertura de bônus da república denominado em dólares com vencimento em janeiro de 2041. Segundo o Ministério da Fazenda, os títulos serão emitidos nos mercados norte-americano e europeu, e o tesouro nacional conta com a prerrogativa de dar seguimento à emissão também na Ásia, após a reabertura do mercado na região.

Na renda fixa, os juros futuros operam dentro da estabilidade. Instantes atrás, o Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2011 apontava taxa anual de 10,66%. E no câmbio, o dólar comercial fechou a primeira etapa dos negócios em baixa, vendido a R$ 1,70.

(Redação - Agência IN)