Bolsas de valores não definem tendência nesta sexta

S O PAULO, 10 de setembro de 2010 - A sexta-feira terminou sem grandes alterações nas principais bolsas de valores mundiais. A divulgação de notícias em direções opostas norteou os negócios.

Pela manhã, os investidores receberam à informação de que a balança comercial chinesa registrou superávit de US$ 20 bilhões em agosto, com as exportações mostrando avanço de 34,4% e as importações de 35,2%. Já nos Estados Unidos, o mercado digeriu que os estoques no atacado cresceram 1,3% em julho em relação ao mês anterior. Diante do cenário, em Wall Street a ponta compradora prevaleceu nos negócios, embora tenha sido modesta. Ao final dos negócios, em Nova York, o índice Dow Jones Industrial Average subiu 0,46%, aos 10.462 pontos. O S&P 500 avançou 0,49%, aos 1.109 pontos. E na bolsa eletrônica, o índice composto Nasdaq ganhou 0,28%, aos 2.242 pontos.

Na Europa, os índices acionários terminaram em direções opostas, em meio a agenda fraca de indicadores econômicos no velho continente. Além disso, o comportamento também refletiu o movimento observado nas demais praças acionárias. O índice FTSE-100, de Londres, ganhou 0,14%, aos 5.501 pontos, o CAC-40, de Paris, cresceu 0,10%, aos 3.725 pontos. Já o DAX, de Frankfurt, teve desvalorização de 0,11% aos 6.214 pontos.

Na Argentina, o Índice Merval, da bolsa de valores de Buenos Aires, finalizou em alta de 0,23%, aos 2.436 pontos.

E no Brasil, o Ibovespa registrou valorização de apenas 0,2%, aos 66.806 pontos, limitado pela influência negativa das ações da Petrobras e do setor de mineração e siderurgia. Segundo analistas, o comportamento refletiu o indicador chinês, já que mostrou recuo significativo das importações de minério de ferro. O giro financeiro da bolsa totalizou R$ 4,619 bilhões.

Ainda iternamente, na renda fixa, a curva de juros futuros acabou estável no curto prazo. O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2011 projetou taxa anual de 10,66%. No câmbio, o dólar comercial caiu e ficou vendido a R$ 1,72.

E por último nas commodities, as cotações do petróleo encerraram a última sessão da semana em alta, refletindo o fechamento de um duto que carrega a matéria-prima do Canadá para os Estados Unidos. O barril de petróleo do tipo WTI, com vencimento em outubro, subiu 3% para US$ 76,47 na Bolsa de Mercadorias de Nova York (NYMEX, sigla em inglês). E o barril do tipo Brent, com vencimento também em outubro, avançou 0,8% cotado a US$ 78,07 no ICE Exchange de Londres.

(Redação - Agência IN)