Setor de flores e plantas deve crescer 15% em 2010

S O PAULO, 8 de setembro de 2010 - O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) notificou que o setor de flores e plantas ornamentais deve movimentar em 2010 R$ 4 bilhões, registrando aumento de 15% em relação ao ano anterior. A informação foi apresentada, nesta quarta-feira, durante a 28ª reunião ordinária da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Flores e Plantas Ornamentais, no Ministério.

Silvia Van Rooijen, que assumiu hoje a presidência da câmara, atribui o incremento à melhora na logística e distribuição e à mudança no poder aquisitivo dos brasileiros. "O aumento da renda tem reflexo direto sobre o consumo de flores e plantas, pois o produto se torna mais acessível a todas as camadas sociais, que acabam, inclusive, incorporando a compra no seu dia-a-dia", destacou. As regiões que mais se beneficiaram com esses fatores foram Norte e Nordeste.

Durante a reunião, foi debatida uma agenda estratégica, coordenada pelo ministério, com requisitos para aumentar a participação do setor na economia. No caso específico de flores será necessário tratar de problemas como a informalidade do setor e a consolidação periódica das estatísticas. "Dessa forma, as tendências de mercado podem ser identificadas mais rapidamente e a produção poderá responder a eventuais aumentos de demanda", explicou Van Rooijen.

Como alternativa à valorização da produção de flores, Marcos Martins, chefe da divisão de horticultura do Ministério, apresentou os benefícios da produção integrada na cadeia. Feita sob bases sustentáveis, a grande preocupação que norteia a produção é preservar o meio ambiente e atender às crescentes exigências dos consumidores em relação à rastreabilidade.

Além disso, a produção integrada agrega valor na hora de comercializar. "A certificação garante a qualidade do produto, com possibilidade de posicioná-lo nos mercados nacional ou internacional", enfatizou. Segundo Martins, os estados do Pará, Ceará e São Paulo já têm propostas em andamento para flores tropicais e ornamentais, mas Rio Grande do Norte, Paraíba e Amazonas têm potencial para desenvolver normas técnicas específicas.

(Redação - Agência IN)