Bolsas de valores mundiais não definem tendência

S O PAULO, 8 de setembro de 2010 - Após feriado nos Estados Unidos e Brasil no início desta semana, as principais bolsas de valores mundiais não definiram tendência nesta quarta-feira. De acordo com analistas, os investidores ajustaram posições no pregão de hoje e acompanharam notícias corporativas.

Na Europa, o movimento comprador dominou os negócios. O mercado digeriu indicadores econômicos positivos do velho continente, como a produção industrial alemã, que avançou 0,1% em julho deste ano, contra o mês anterior. Ao final dos negócios, o índice FTSE-100, de Londres, ganhou 0,41%, aos 5.429 pontos, o CAC-40, de Paris, cresceu 0,92%, aos 3.677 pontos e o DAX, de Frankfurt, subiu 0,76% aos 6.164 pontos.

Nos Estados Unidos, as bolsas de valores finalizaram em alta. Ao final do pregão, em Nova York, o índice Dow Jones Industrial Average subiu 0,45%, aos 10.387 pontos. O S&P 500 avançou 0,64%, aos 1.098 pontos. E na bolsa eletrônica, o índice composto Nasdaq ganhou 0,90%, aos 2.228 pontos.

De acordo com o analista de renda variável da Mauá Sekular, Eduardo Figueiredo, os investidores reagiram com bom humor ao discurso do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, de que eventualmente poderia estimular à economia do país com algo estimado pelos economistas em até US$ 250 bilhões.

Além disso, o Livro Bege também centrou atenções dos investidores. Segundo o documento, a atividade econômica se manteve em crescimento moderado entre julho até o final de agosto, no entanto, com amplos sinais de que ocorre uma desaceleração na economia do país na comparação com os períodos anteriores.

Na Argentina, o Índice Merval da bolsa de valores de Buenos Aires, teve discreto avanço, de 0,05%, aos 2.419 pontos.

E no Brasil, o Ibovespa encerrou com recuo de 0,5%, aos 66.407 pontos, refletindo o processo de correção já que a bolsa não operou ontem devido a um feriado nacional. Outro ponto que influenciou os negócios foi o desempenho negativo das ações da Petrobras, que caíram mais de 4% e também papéis do setor de energia elétrica, em resposta a divulgação do custo médio ponderado de capital divulgado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que ficou abaixo das expectativas dos analistas. O giro financeiro da bolsa acabou em R$ 5,693 bilhões.

Na renda fixa, a curva de juros futuros não definiu tendência nesta quarta. O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2011 apontou taxa anual de 10,66%. No câmbio, o dólar comercial desvalorizou e acabou vendido a R$ 1,725.

E nas commodities, os preços do petróleo avançaram no mercado internacional em meio ao recuo do dólar frente ao euro, o que elevou a demanda pela matéria-prima. O barril de petróleo do tipo WTI, com vencimento em outubro, subiu 0,8% para US$ 74,65 na Bolsa de Mercadorias de Nova York (NYMEX, sigla em inglês). E o barril do tipo Brent, com vencimento também em outubro, cresceu 0,5% cotado a US$ 78,14 no ICE Exchange de Londres.

(Redação - Agência IN)