Aquecimento do setor automotivo não valoriza ações

S O PAULO, 9 de setembro de 2010 - As vendas aquecidas no setor automotivo brasileiro, mesmo depois da retirada de incentivos tributários, promoveram em agosto o segundo maior volume mensal de produção neste ano. "Embora o dado seja muito positivo e importante sinal de manutenção do bom nível de crescimento da atividade econômica, o reflexo foi neutro na bolsa de valores no pregão de ontem. Por outro lado, as ações das siderúrgicas fornecedores de matéria prima para a indústria automobilística apresentaram uma boa performance na bolsa", afirma a equipe econômica da SLW Corretora.

Ontem (08) fora publicados os dados de produção e vendas da indústria automobilística nacional do mês de agosto/2010 divulgados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). De acordo com a SLW, os percentuais de crescimento são expressivos e refletem o bom momento vivido pela economia nacional, a confiança do consumidor, a expansão do crédito, o bom desempenho das exportações e os menores níveis de desemprego.

No acumulado do ano de 2010, o licenciamento de veículos nacionais cresceu 5,7% para 1,801milhão de unidades enquanto o dos importados foi de 35,8% para 394 mil unidades. A participação dos autoveículos importados nos licenciamentos foi de 15,6% em 2009. Em 2010 até agosto essa participação era de 18%. Conforme afirma a Anfavea, "essa evolução não preocupa, desde que as exportações apresentem crescimento e elas apresentam-se com bom desempenho em relação a 2009, quando os mercados praticamente desapareceram com a escassez do crédito, mas ainda não atingiram os bons níveis de 2008".

A alta acumulada das exportações é de 63,7% no ano de 2010 e de 54,9% em relação a agosto de 2009. Para o ano de 2010 a expectativa da entidade automotiva é de vendas de 3,4 milhões de unidades de autoveículos, representando uma alta de 8,2% em relação a 2009. Para máquinas agrícolas, a previsão é de 24,2% superior a de 2009, para 68,7 mil unidades e as exportações devem crescer 49,4% para US$ 12,4 bilhões.

(SV - Agência IN)