Setor público não financeiro tem superávit de R$2,5 bilhões

S O PAULO, 26 de agosto de 2010 - Em julho, o setor público não financeiro registrou superávit primário de R$2,5 bilhões, segundo informou hoje o Banco Central (BC). O resultado do Governo Central foi superavitário em R$613 milhões; o dos governos regionais, em R$748 milhões; e o das empresas estatais, em R$1,1 bilhão.

No ano, o superávit primário acumulado alcançou R$42,6 bilhões (2,14% do PIB), comparativamente a R$38,4 bilhões (2,18% do PIB) nos primeiros sete meses do ano anterior. No acumulado em 12 meses, o superávit alcançou R$68,6 bilhões (2,03% do PIB), reduzindo-se 0,04 ponto percentual do PIB em relação ao acumulado até junho.

Os juros nominais, apropriados por competência, alcançaram R$16,8 bilhões em julho, comparativamente a R$15,8 bilhões em junho. Esse aumento foi influenciado pelo maior número de dias úteis no mês. No ano, os juros nominais alcançaram R$108,1 bilhões (5,43% do PIB), elevando-se 0,2 ponto percentual do PIB em relação ao mesmo período de 2009. "Contribuíram para a trajetória a elevação dos principais índices de preços acumulados no ano, com incidência sobre parte expressiva da dívida líquida, bem como o resultado favorável observado nas operações de swap cambial no ano anterior (R$3,2 bilhões), sem contrapartida em 2010", segundo nota publicada pelo BC.

No acumulado em 12 meses, os juros nominais apropriados alcançaram R$182,1 bilhões (5,40% do PIB), reduzindo-se 0,03 ponto percentual do PIB em relação a junho.

O resultado nominal, que inclui o resultado primário e os juros nominais apropriados, registrou déficit de R$14,3 bilhões em julho. No acumulado no ano, o resultado foi deficitário em R$65,5 bilhões (3,29% do PIB), elevando-se 0,07 p.p. do PIB em relação ao déficit registrado no mesmo período de 2009. No acumulado em doze meses, o déficit atingiu R$113,5 bilhões (3,36% do PIB), comparativamente a R$112,2 bilhões (3,35% do PIB) registrados no acumulado até junho.

O déficit nominal do mês foi financiado pelas expansões de R$18,1 bilhões na dívida mobiliária e de R$3,3 bilhões nas demais fontes de financiamento interno, que incluem a base monetária, compensadas, parcialmente, pelas reduções de R$3,5 bilhões na dívida bancária líquida e de R$3,6 bilhões no financiamento externo líquido.

(Redação - Agência IN)