A correção para cima na parte mais longa da curva de juros futuros reflete a possibilidade de a próxima diretoria do Banco Central (BC) subir os juros para segurar a inflação.
Na agenda doméstica, hoje foi informado o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro que avançou 1,2% no segundo trimestre, acima do esperado pelo mercado. Espera-se que o PIB de 2010 apresente um crescimento da ordem de 7,5% sobre o ano anterior. Resultado gerado, sobretudo pela comparação com o baixo crescimento do ano passado.
Alcides Leite, professor de economia da Trevisan Escola de Negócios comenta que dificilmente o PIB brasileiro tem condições de apresentar um crescimento tão elevado nos próximos anos devido, sobretudo, aos baixos níveis de investimentos públicos e privados. Somente com taxas de investimento acima da ordem de 25% do PIB é que o país poderá sustentar taxas de crescimento do PIB em torno de 5% sem gerar pressões inflacionárias.
Economistas comentam que o foco agora é 2011, com a economia mostrando ajuste no ritmo de crescimento, com um PIB sustentável e inflação próxima a meta central, os riscos de um superaquecimento interno são, no momento, baixos, assim como uma aceleração da inflação, a não ser em caso de algum choque externo adverso, como um reajuste global dos preços dos alimentos.
Para a semana que vem a expectativa fica por conta da leitura da ata do Copom, a ser divulgada na próxima quinta-feira (dia 09), que poderá trazer elementos adicionais em relação aos aspectos decisivos para a sequência da política monetária.
(Maria de Lourdes Chagas - Agência IN)