Sem novas medidas, Fed prevê crescimento a partir de 2011

S O PAULO, 27 de agosto de 2010 - A economia global tem crescido lentamente e o desemprego continua elevado. Fatores como o crédito bancária apertado, déficits orçamentais, dívida pública e desequilíbrios nas contas correntes são problemas que ainda persistem, porém, o crescimento moderado continua a prevalecer no segundo semestre, disse hoje Ben Bernanke, presidente do Federal Reserve (Fed, Banco Central dos EUA).

Segundo ele, as políticas econômicas assim como o setor privado possuem amplo poder de contribuir com o fortalecimento da economia. Em relação ao emprego, Bernanke disso que "os gastos domésticos dos norte-americanos dependem da renda, que irá aumentar com a evolução do emprego, que fará a economia girar". A autoridade completou ainda que, sem renda não há como investir em imóveis, o que degrada o mercado imobiliário no país.

Na visão geral, "o ritmo de recuperação da produção e do emprego abrandou ligeiramente nos últimos meses", afirmou o presidente de Fed. Segundo o discurso, o crescimento razoável da economia virá apenas a partir de 2011. Além disso, os bancos estão mais dispostos a emprestar, e que isso irá favorecer a economia no segundo semestre.

No campo da inflação, Bernake reiterou que a taxa básica de juros permanecerá estável por algum tempo, com baixos riscos de aumento. Em relação às medidas que o mercado estava esperando, o presidente disse ainda que a política monetária está em linha com o previsto, utilizando várias ferramentas para promover a continuação da recuperação econômica, e que, se necessário, será feito um estímulo adicional.

(NM - Agência IN)