Sem indicadores internos, prêmios dos DIs oscilam pouco

S O PAULO, 27 de agosto de 2010 - Com a ausência de indicadores econômicos na agenda doméstica, a curva de juros futuros opera sem grandes oscilações. Há pouco, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) negociado na BM&FBovespa com vencimento em janeiro de 2011 apontava taxa anual de 10,70%, mesma do ajuste anterior. Janeiro de 2013 projetava juro de 11,48%, contra 11,46% do último fechamento.

Sem agenda econômica interna, o destaque do dia são os indicadores nos EUA, dentre eles, o Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos que apontou crescimento de 1,6% no segundo trimestre deste ano, ante prévia de 2,4%. A revisão veio melhor do que o esperado por analistas, que estimavam expansão de 1,4%.

Por outro lado, a confiança do consumidor norte-americano, medida pela Universidade de Michigan, recuou para 68,9 pontos em agosto deste ano, contra leitura de 69,9 pontos apurada um mês antes. O dado ficou abaixo do esperado pelo mercado, que estimava expansão para 70 pontos.

O presidente do Fed (Federal Reserve, o Banco Central americano), Ben Bernanke, admitiu nesta sexta-feira que a autoridade monetária deve tomar novas medidas para injetar recursos na economia em larga escala caso o baixo crescimento visto atualmente fique ainda pior e ocorram sinais de deflação.

Internamente, os agentes estão se preparando para reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) na próxima semana, que definirá o rumo da taxa Selic fixada em 10,75% ao ano. A ala majoritária do mercado, aposta na manutenção da Selic, levando em consideração as incertezas externas, no entanto, acreditam que a autoridade monetária deve retomar com altas de juros ainda no primeiro trimestre de 2011. Há economistas que ainda projetam aumento de 0,50 ponto.

(Maria de Lourdes Chagas - Agência IN)