São Paulo registra saldo positivo de empregos

S O PAULO, 1 de setembro de 2010 - O último boletim do Observatório do Emprego registrou a criação de vagas em todas as regiões administrativas no mês de julho. Entretanto, o saldo dos novos postos formais de trabalho (+62.497) no Estado de São Paulo nesse mês é inferior ao registrado em junho (+70.265), mas superior em comparação com julho do ano passado, quando o Estado gerou 52.811 novas vagas

O secretário estadual do Emprego e Relações do Trabalho afirma que não há diminuição nas vagas. "O emprego continua crescendo, mas com menos intensidade. É como um caminhão embalado subindo o morro: no início, vai rápido, aos poucos perde velocidade, mas continua subindo. É o que acontece neste momento".

A Região Metropolitana de São Paulo apresentou o maior número de vagas criadas (+31.727), seguida pelas Regiões Administrativas de Campinas (+13.241), Sorocaba (+3.178), Central (+2.997) e Bauru (+1.630).

Em praticamente todos os ramos houve aumento no número de vagas. Os maiores crescimentos ocorreram nas áreas da indústria de transformação (+13.327); comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (+11.162); atividades administrativas e serviços complementares (+6.379); e construção (+6.138). Estas quatro atividades criaram mais de 37 mil novas vagas, correspondendo a aproximadamente 60% dos novos postos de trabalho.

Em julho de 2010 a pressão salarial média no Estado foi de 0,94 - valor maior que do ano passado, quando atingiu 0,86.

"Em média, quem foi contratado recebeu 94% do salário de quem foi demitido. É um número muito alto, porque quem sai geralmente recebe muito mais do quem entra. Isso indica que os trabalhadores estão aproveitando o momento favorável do mercado de trabalho e trocando de emprego com a pretensão de ganhar mais", ressalta o pesquisador da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE), Hélio Zylberstajn.

Os maiores níveis de pressão foram observados nas regiões administrativas de Registro (1,04), Araçatuba (1,0), Franca (0,99), Presidente Prudente (0,96) e Marília (0,96). As menores pressões salariais ocorreram nas Regiões Administrativas de São José do Rio Preto (0,87), Central (0,89) e Barretos (0,90).

(Redação - Agência IN)