Relação crédito/PIB atinge 45,9% em julho

S O PAULO, 24 de agosto de 2010 - O crédito bancário manteve tendência de expansão em julho, embora em ritmo menos acelerado que nos dois meses anteriores. O crescimento permaneceu mais intenso no crédito direcionado, que segue impulsionado pelas operações vinculadas ao Banco Nacional Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e à habitação. A relação crédito/PIB (Produto Interno Bruto) atingiu 45,9% em julho, comparativamente a 45,7% no mês anterior e a 42,8% em julho de 2009. O saldo total das operações de crédito do sistema financeiro alcançou R$ 1,548 trilhão, ao avançar 1,2% no mês e 18,4% em doze meses, segundo informações divulgadas pelo Banco Central.

A distribuição do crédito segundo o controle de capital das instituições financeiras permaneceu relativamente estável, com a participação dos bancos públicos recuando de 42,3% em junho, para 42,2% em julho e a das instituições estrangeiras subindo 0,1 p.p., para 17,7%, enquanto a dos bancos privados nacionais se manteve em 40,1%.

Os financiamentos do BNDES, que correspondem a 61,5% do segmento, somaram R$ 322,2 bilhões, com incrementos de 2,5% no mês e de 30,2% em doze meses, assinalando-se o aumento mensal de 4,7% nas operações concedidas por intermédio de repasses de instituições financeiras. O crédito habitacional, que responde a 21% do crédito direcionado, atingiu R$ 110,3 bilhões, com evolução mensal de 4% e alta de 51,1% em doze meses.

Os desembolsos efetuados pelo BNDES nos primeiros sete meses do ano totalizaram R$ 72,7 bilhões, 2% inferiores ao registrado em igual período do ano anterior. "Essa queda, porém, é condicionada pelo aumento da base de comparação, tendo em vista o expressivo volume contratado em julho de 2009", informa o BC.

O fluxo de recursos alocados na indústria também reflete o peso daquela contratação, destinada ao segmento de coque, petróleo e combustível, registrando recuo de 38,9%, ao totalizar R$23,8 bilhões. As concessões para o segmento de comércio e serviços cresceram 37,9%, com saldo de R$43,2 bilhões, com destaque para as operações de comércio e de transporte terrestre. Os financiamentos às micro, pequenas e médias empresas, que representaram 35,3% do total de desembolsos, alcançaram R$ 25,6 bilhões, com acréscimo de 128% no período.

(SV - Agência IN)