Produção de embalagens cresce 16,29% no semestre

S O PAULO, 31 de agosto de 2010 - A produção física de embalagens da indústria brasileira registrou acréscimo de 16,29% no primeiro semestre deste ano ante o mesmo período do ano passado, segundo dados divulgados hoje pela Associação Brasileira de Embalagens (Abre).

No primeiro trimestre de 2010, o acréscimo foi de 16,61% e de 15,97% de abril a junho, na mesma base de comparação. "Os dados deste segundo trimestre indicam que o setor, assim como a indústria em geral, começa a se acomodar, mas a um ritmo desprezível, bastante natural e nenhum pouco preocupante", disse Salomão Quadros, coordenador de Análises Econômicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Ele destacou que o setor mostra vitalidade neste ano, já superando o desempenho pré-crise. Na comparação com o segundo trimestre de 2008, a produção de abril a junho deste ano aponta alta de 6,15%. No mesmo período de 2009, houve retração de 9,73%. "Em 2008 o setor estava em patamar bastante elevado, era preciso recuperação com bastante força e, mesmo assim, este ano já superou completamente o período das perdas, assim como o pré-crise", afirmou.

Ante os primeiros seis meses de 2009, todos os segmentos do setor registraram variação positiva no primeiro semestre deste ano. A produção de embalagens de madeira passou da retração de 26,98%, para alta de 24,63%. Para papel, papelão e cartão, a variação passou de -5,80%, para 11,64%; plástico avançou de -7,44%, para 16,27%; vidro foi de -18,27%, para 14,18% e metal, de -13,64%, para 23,90%. "É possível notar que todos os segmentos já compensaram a queda", disse Quadros.

Já na comparação trimestral, os segmentos mostraram desaceleração de janeiro a março deste ano, para o período de abril a junho: papel, papelão e cartão (de 12,16% para 11,16%), plástico (de 17,37% para 15,17%), vidro (de 15,54% para 14,38%) e metal (de 24,19% para 23,61%). A exceção foi madeira, que passou de 11,68% para 37,98%.

(Carina Urbanin - Agência IN)