Prêmios de longo prazo passam por ajustes na BM&F

S O PAULO, 26 de agosto de 2010 - A quinta-feira foi de ajustes na curva de juros futuros de longo prazo. Após sinalizar queda durante boa parte do dia, no final dos negócios as projeções de juros futuros mais longos, inverteram as posições e fecharam em alta com os investidores aproveitando para realizar lucros. Já no curto prazo as taxas ficaram dentro da estabilidade diante da expectativa da ala majoritária do mercado de que o colegiado do Banco Central (BC) irá optar por manter a taxa Selic nos atuais 10,75% ao ano, na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) da semana que vem.

Na BM&FBovespa, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2011 apontou taxa anual de 10,69%, mesma do ajuste anterior. O DI de janeiro de 2012 projetou juro de 11,35%, contra 11,31% do fechamento da véspera.

Na agenda doméstica de hoje destaque para a taxa de desocupação brasileira de julho deste ano que recuou para 6,9%, a menor para o mês desde o início da série da pesquisa iniciada em março de 2002, ficando estatisticamente estável frente a junho (7,0%). Soma-se à isto que a renda real habitual do trabalhador também subiu e alcançou R$ 1.452,50.

Para André Perfeito, economista da Gradual Investimentos este volume de renda e emprego é sem dúvida uma preocupação para a autoridade monetária, e este é um dos motivos que leve o economista a estimar um novo aumento de 0,50 ponto percentual na taxa Selic na próxima reunião do Copom.

Para Alcides Leite, professor de economia da Trevisan Escola de Negócios, a redução do desemprego reflete o bom momento vivido pela atividade econômica brasileira. Com um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) da ordem de 7%, o ano de 2010 deve ser o melhor da série histórica do indicador de desocupação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), desde que foi alterada a metodologia de cálculo. Merece atenção o crescimento do emprego na região metropolitana de São Paulo, que possui uma economia mais diversificada. Nesta região, os postos de trabalho requerem maior qualificação e oferecem melhor remuneração.

Vale ressaltar que a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) informou que a confiança dos empresários da indústria paulista cresceu 1,4 ponto em agosto deste ano, na comparação com julho.

(Maria de Lourdes Chagas - Agência IN)