Preços de biscoitos e massas alimentícias sofrem reajuste

S O PAULO, 1 de setembro de 2010 - Devido à pressão de custos provocada pelo aumento nos preços de insumos e serviços, o setor de biscoitos e massas alimentícias precisa de um realinhamento nos preços de até 9%. "As empresas já vêm absorvendo os aumentos praticados pelos fornecedores; porém, chega um ponto em que precisam promover um realinhamento para que possam se manter sadias", explica José dos Santos dos Reis, presidente do Sindicato da Indústria de Massas Alimentícias e Biscoitos do Estado de São Paulo (SIMABESP) e vice-presidente da Associação Nacional das Indústrias de Biscoitos (ANIB).

Entre os itens reajustados que causaram essa reavaliação estão: Farinha de trigo, 20%; Açúcar, 25%; Gordura, 15%; Papelão, 20%; Embalagens, 15%; frete, mais de 15% e acordos coletivos de trabalho, que seguiram os índices da inflação. A farinha de trigo especial utilizada pelas massas frescas teve reajustes acima de 30%.

"A maioria dos insumos são commodities, ou seja, têm seus preços regulados pelo mercado internacional, a exemplo do trigo, que vem tendo seus preços aumentados desde a quebra da safra russa em julho, ocasionando 70 mil toneladas a menos no mercado internacional", explica José Reis. Os preços finais dependem do tipo do produto e de cada fabricante. "As pressões têm impacto diferente em cada um e o resultado final depende de uma série de variáveis".

Presente em 98% dos lares e com 585 indústrias, o Brasil é o segundo maior mercado de biscoitos no mundo, ficando abaixo somente dos Estados Unidos. A perspectiva para 2010 é de 3% de crescimento em relação a 2009, que registrou um incremento de 2,5%, fechando o ano com um total de 1 milhão 206 mil toneladas.

Somente no estado de São Paulo estão instaladas aproximadamente 300 empresas de massas alimentícias. A produção, em 2009, foi de 1milhão 227 mil toneladas, com um consumo per capita de 6,5 quilos/habitante.

(Redação - Agência IN)