Percepção é de estabilidade da Selic

S O PAULO, 1 de setembro de 2010 - O mercado de renda fixa opera focado na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) que define hoje o rumo da taxa Selic, fixada em 10,75% ao ano. A expectativa da ala majoritária do mercado é de manutenção na taxa Selic no atual patamar. No entanto, há quem estime aumento entre 0,25 e 0,5 ponto percentual.

José Góes, consultor econômico da WinTrade (Home Broker da Alpes Corretora), avalia que o colegiado do Banco Central (BC) deve manter a taxa de juros nos atuais 10,75% ao ano. "A trégua da inflação observada nos últimos dados, a queda da projeção para o IPCA de 2010 e a piora do quadro externo devem ser determinantes para a decisão do BC", comenta.

Com os indicadores domésticos fortalecidos, o BC deve conter o processo de aperto monetário nesta reunião. Segundo o consultor, ainda é possível que haja um retorno gradativo da inflação e que o Copom comece a reduzir a taxa básica de juros somente no segundo trimestre do ano que vem.

A curva de juros futuros de curto prazo segue bem precificada projetando estabilidade da taxa Selic para este mês. Já no longo prazo as taxas sobem avaliando as notícias externas. Os investidores reagem aos dados mais favoráveis sobre o setor industrial na China, notícias corporativas positivas na Europa e a atividade industrial dos Estados Unidos que atingiu 56,3 pontos em agosto, ante 55,5 pontos em julho.

Na BM&FBovespa contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2011 projetava juro de 10,68%, mesmo do ajuste anterior. O DI de janeiro de 2012 subia de 11,26% para 11,37% ao ano.

Na agenda doméstica desta manhã destaque para o resultado do Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) de 31 de agosto de 2010 que apresentou variação de -0,08%, taxa 0,09 ponto percentual (p.p.) acima da registrada na última divulgação. O grupo alimentação diminuiu o ritmo de queda ao longo do mês, deflação que deve se reverter em setembro.

(Maria de Lourdes Chagas - Agência IN)