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Obama tem opções limitadas para recuperar economia americana

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S O PAULO, 3 de setembro de 2010 - O presidente norte-americano, Barack Obama, dispõe de opções limitadas para tentar recuperar a economia americana, e sua margem de manobra cai num momento em que se aproximam as cruciais eleições legislativas de metade de mandato.

Em agosto, houve mais cortes do que criações de empregos na economia americana, com um saldo negativo de 54.000 postos de trabalho. Como nos meses anteriores, a redução de vagas ocorreu sobretudo por conta do fim de contratos estatais de duração limitada. Em agosto, havia 114.000 pessoas com contratos de 10 anos.

Já, neste mês, o setor privado criou 67.000 empregos, mais que o previsto. Obama cumprimentou as "notícias positivas" sobre o emprego, mas advertiu que esse avanço ainda não é suficiente.

Segundo Obama, apesar da criação de 67.000 novos empregos em agosto, a taxa de desemprego subiu levemente, e ficou em 9,6%.

"É uma notícia positiva e reflete os passos que demos para sair dessa recessão", declarou Obama aos jornalistas na Casa Branca.

"Mas não é suficientemente boa", completou.

A Casa Branca está elaborando uma série de medidas destinadas a recuperar o mercado de trabalho. A recessão de 2008-2009 deixou mais de 8 milhões de pessoas desempregadas.

"Ainda temos que reagir para criar empregos e fazer com que a economia continue crescendo", explicou Obama.

O presidente evocou "a continuidade das reduções de impostos para a classe média" e de "investimentos nos setores de nossa economia onde o potencial de crescimento do emprego é mais importante". O presidente referia-se ao setor de energia renovável, apontado como possível motor do crescimento.

Obama não deu nenhum detalhe em relação às medidas que vão ser tomadas e prometeu falar mais "nas próximas semanas". O presidente participará na próxima sexta-feira de uma coletiva de imprensa na Casa Branca, na qual poderá divulgar suas intenções.

De todas as formas, a administração de Obama já advertiu que essas medidas não serão comparáveis ao plano de recuperação econômica de US$ 787 bilhões adotado no início de seu mandato.

O Washington Post publicou na quinta-feira que o custo destas medidas poderá ser de US$ 400 bilhões em 10 anos. No entanto, a Casa Branca afirmou que "as diversas informações sobre as diferentes opções examinadas são incorretas".

Segundo o porta-voz da Casa Branca Amy Brundage "as opções que estão sendo examinadas são fundadas nas medidas já propostas pelo presidente, e não prevemos lançar um segundo plano de reativação econômica".

Além disso, um plano desses não teria a chance de ser adotado no Congresso, já que a situação ali é muito hostil. Muitos republicanos, e alguns democratas, não querem mostrar-se gastadores frente a seus eleitores nas vésperas das eleições legislativas de metade de mandato. A isso se soma um contexto de situação alarmante do déficit orçamentário.

O chefe da minoria republicana da Câmara dos Representantes, John Boehner, destacou que a economia perdeu empregos pelo terceiro mês consecutivo. E nesse sentido conclamou o presidente a "mudar de trajetória" e a "abandonar suas políticas destruidoras de emprego".

(Redação com AFP - Agência IN)