Em agosto, houve mais cortes do que criações de empregos na economia americana, com um saldo negativo de 54.000 postos de trabalho. Como nos meses anteriores, a redução de vagas ocorreu sobretudo por conta do fim de contratos estatais de duração limitada. Em agosto, havia 114.000 pessoas com contratos de 10 anos.
Já, neste mês, o setor privado criou 67.000 empregos, mais que o previsto. Obama cumprimentou as "notícias positivas" sobre o emprego, mas advertiu que esse avanço ainda não é suficiente.
Segundo Obama, apesar da criação de 67.000 novos empregos em agosto, a taxa de desemprego subiu levemente, e ficou em 9,6%.
"É uma notícia positiva e reflete os passos que demos para sair dessa recessão", declarou Obama aos jornalistas na Casa Branca.
"Mas não é suficientemente boa", completou.
A Casa Branca está elaborando uma série de medidas destinadas a recuperar o mercado de trabalho. A recessão de 2008-2009 deixou mais de 8 milhões de pessoas desempregadas.
"Ainda temos que reagir para criar empregos e fazer com que a economia continue crescendo", explicou Obama.
O presidente evocou "a continuidade das reduções de impostos para a classe média" e de "investimentos nos setores de nossa economia onde o potencial de crescimento do emprego é mais importante". O presidente referia-se ao setor de energia renovável, apontado como possível motor do crescimento.
Obama não deu nenhum detalhe em relação às medidas que vão ser tomadas e prometeu falar mais "nas próximas semanas". O presidente participará na próxima sexta-feira de uma coletiva de imprensa na Casa Branca, na qual poderá divulgar suas intenções.
De todas as formas, a administração de Obama já advertiu que essas medidas não serão comparáveis ao plano de recuperação econômica de US$ 787 bilhões adotado no início de seu mandato.
O Washington Post publicou na quinta-feira que o custo destas medidas poderá ser de US$ 400 bilhões em 10 anos. No entanto, a Casa Branca afirmou que "as diversas informações sobre as diferentes opções examinadas são incorretas".
Segundo o porta-voz da Casa Branca Amy Brundage "as opções que estão sendo examinadas são fundadas nas medidas já propostas pelo presidente, e não prevemos lançar um segundo plano de reativação econômica".
Além disso, um plano desses não teria a chance de ser adotado no Congresso, já que a situação ali é muito hostil. Muitos republicanos, e alguns democratas, não querem mostrar-se gastadores frente a seus eleitores nas vésperas das eleições legislativas de metade de mandato. A isso se soma um contexto de situação alarmante do déficit orçamentário.
O chefe da minoria republicana da Câmara dos Representantes, John Boehner, destacou que a economia perdeu empregos pelo terceiro mês consecutivo. E nesse sentido conclamou o presidente a "mudar de trajetória" e a "abandonar suas políticas destruidoras de emprego".
(Redação com AFP - Agência IN)