José Serra critica quebra de sigilo fiscal

S O PAULO, 26 de agosto de 2010 - O candidato à Presidência da República José Serra (PSDB-SP) voltou a criticar hoje a quebra de sigilo fiscal sofrida por Eduardo Jorge, vice-presidente do partido, Luiz Carlos Mendonça de Barros, ex-ministro das Comunicações, Ricardo Sérgio de Oliveira, empresário ligado ao partido e de Gregório Marin Preciado, casado com uma prima de Serra.

Segundo o tucano, a violação do sigilo foi um crime com fins eleitorais. "Trata-se de um crime contra a Constituição, com finalidade eleitoral, isso é claro. A informação inicial foi passada ao jornal Folha de S. Paulo tendo sido recolhida no comitê da Dilma [Rousseff, candidata a presidente pelo PT]. Temos que proteger o cidadão, pois trata-se do estado entrando na vida privada para finalidade eleitoral. É uma transgressão gravíssima e creio que a candidatura e a candidata beneficiadas devem dar explicações ao Brasil", lamentou.

Serra afirmou também que não é a primeira vez que sofreu com esse tipo de problema. "Não é a primeira vez que sofro com esse tipo de baixaria. Já tivemos o dossiê dos aloprados, coordenado pelo PT em SP e pelo candidato a governador. Eu desafio alguém a encontrar alguma vírgula errada, fazemos campanha ética", completou o candidato.

(Humberto Domiciano - Agência IN)