Investidor fecha aposta para Copom

S O PAULO, 1 de setembro de 2010 - O mercado financeiro encerrou o dia com as apostas para o resultado da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) e desta vez o sentimento majoritário entre analistas e economistas é de que o colegiado do Banco Central (BC) deve manter a taxa Selic nos atuais 10,75% ao ano. No entanto, há quem estime aumento entre 0,25 e 0,50 ponto percentual.

Além da inflação brasileira se mostrar controlada, economistas avaliam que o colegiado do BC deve levar em consideração as perspectivas para o crescimento mundial que têm se alterado nas últimas semanas. Vale lembrar que na ata da última reunião, o comitê demonstrou preocupação com a evolução do cenário externo, indicando esse como um dos argumentos para a mudança de ritmo e de discurso ante aos documentos anteriores.

A curva de juros futuros de curto prazo projeta estabilidade da taxa Selic para este mês. Já no longo prazo as taxas subiram avaliando as notícias externas. Os investidores reagiram aos dados mais favoráveis sobre o setor industrial na China, notícias corporativas positivas na Europa e a atividade industrial dos Estados Unidos que atingiu 56,3 pontos em agosto, ante 55,5 pontos em julho.

Na BM&FBovespa contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2011 projetou juro de 10,70%, ante 10,69% do ajuste anterior. O DI de janeiro de 2012 subia de 11,26% para 11,37% ao ano.

Na agenda doméstica destaque para o resultado do Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) de 31 de agosto de 2010 que apresentou variação de -0,08%, taxa 0,09 ponto percentual (p.p.) acima da registrada na última divulgação. O grupo alimentação diminuiu o ritmo de queda ao longo do mês, deflação que deve se reverter em setembro.

(Maria de Lourdes Chagas - Agência IN)