Investidor aguarda ata do Copom e taxas dos DIs recuam

S O PAULO, 8 de setembro de 2010 - A semana é mais curta, no entanto, na agenda doméstica constam indicadores importantes para a economia brasileira. Na BM&FBovespa as projeções de juros embutidas nos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) apontam queda na maioria dos vencimentos. Há pouco, o DI com vencimento em janeiro de 2011 apontava taxa anual de 10,66%, ante 10,67% do ajuste anterior. Janeiro de 2012 projetava juro de 11,31%, contra 11,34% do último fechamento.

Na agenda doméstica desta manhã foi informado o resultado do Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) de 07 de setembro de 2010 que apresentou variação de 0,17%, taxa 0,25 ponto percentual acima do registrado na última divulgação. Esta foi a primeira variação positiva desde junho, destaque para a reversão dos preços dos alimentos.

Ainda na pauta dos negócios os agentes repercutiram dados sobre produção de veículos da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) que apresentou crescimento de 3,4% em agosto deste ano, na comparação com o mês anterior, somando 329,1 mil unidades.

Newton Rosa, economista-chefe da Sul America Investimentos, comenta que o mercado ficará atento à divulgação, na quinta-feira (09), da ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) realizada na semana passada. A decisão de manter a taxa Selic em 10,75% não surpreendeu, coincidindo com a opinião da ala majoritária do mercado.

O economista lembra que o comunicado, divulgado após a reunião, afirma que a decisão ocorreu em cima de melhora expressiva observada no balanço de riscos para inflação. Ademais, reforçou a expectativa de que o ciclo de alta da Selic iniciado em abril último terminou, devendo permanecer nesse patamar pelo restante do ano. "A ata da reunião deverá confirmar esse cenário", avalia.

Os mercados acompanharão também amanhã a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de agosto, que ainda se beneficiará da queda dos preços dos alimentos que, ao lado de menor pressão de preços administrados, deverá registrar novamente baixa variação mensal.

(Maria de Lourdes Chagas - Agência IN)