Como um irmão do matutino El Telégrafo, decano da imprensa equatoriana e o primeiro confiscado, como parte da crise bancária do final dos anos 90, apareceu o "PP (Periódico Popular), El Verdadero", um tabloide com impressão em cores de 16 páginas, com um suplemento de variedades.
"Todos devem comprar 'El Verdadero' e ajudar a derrotar estas empresas voltadas para o lucro e que dizem fazer comunicação; na verdade, só defendem os próprios negócios e interesses", disse o presidente Rafael Correa, que chama de corrupto e mentiroso um setor da imprensa equatoriana.
"Até que enfim sai um jornal que diz a verdade junto a El Telégrafo, contra-atacando os poderes disfarçados dos meios de comunicação!", expressou o presidente domingo, na véspera da circulação do PP.
Correa, no poder desde janeiro de 2007, renovou igualmente uma emissora de rádio e pôs no ar um canal de televisão e uma agência de notícias, ao mesmo tempo em que se promove através de um jornal eletrônico.
"O PP de nenhuma maneira será público porque é um diário que pretende ser a voz do governo, a voz do regime", declarou o analista Mauro Cerbino, da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso).
Cerbino afirmou, ainda, que a "revolução cidadã" (como Correa chama o projeto de governo) em princípio está fortalecendo seu poder na mídia, mas "é preciso ver até quando dura".
(Redação com AFP - Agência IN)